quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
CAPÍTULO V - O UNIVERSO MENTAL
CAPÍTULO V - O UNIVERSO MENTAL
O Universo é Mental: ele está dentro da mente d'O TODO.
~ O Caibalion
O TODO é ESPÍRITO! Mas que é Espírito? Esta pergunta não pode ser respondida, porque a sua definição seria praticamente a do TODO, que não pode ser explicado nem definido. Espírito é um simples nome que os homens dão às suas mais elevadas concepções da Infinita Mente Vivente; esta palavra significa a Essência Real; significa a Mente Vivente, tão superior à Vida e à Mente tais como as Conhecemos, quanto estas últimas são superiores à Energia mecânica e à Matéria. O Espírito é superior ao nosso entendimento, e só empregamos este termo para podermos falar do TODO. No juízo dos pensadores e inteligentes estamos justificados falando do Espírito como Infinita Mente Vivente, e reconhecendo que não Podemos compreendê-la, quer raciocinando sobre ela, quer estudando a matéria na sua totalidade.
Façamos agora uma consideração sobre a natureza do Universo, quer no seu todo, quer nas suas partes. Que é o Universo? Dissemos que nada há fora do TODO. Então o Universo é O TODO? Não; não o é; porque o Universo parece ser formado de MUITOS, e está constantemente mudando, ou, por outras palavras, ele não pode ser comparado com as idéias que estabelecemos a respeito do TODO. Então, se o Universo não é o TODO, ele é o Nada; tal é a conclusão inevitável da mente à primeira idéia. Mas esta não satisfaz a questão, porque sentimos a existência do Universo. Ora, se o Universo não é O TODO, nem o Nada, que será então? Examinemos a questão.
Se verdadeiramente o Universo existe, ou parece existir, ele procederá diretamente do TODO, poderá ser uma criação do TODO. Mas como poderá alguma coisa sair do nada, de que O TODO a teria criado?
Vários filósofos responderam a esta pergunta, dizendo que TODO criou o Universo de si MESMO, isto é, da existência e substância do TODO. Mas isto não pode ser, porque o TODO não pode ser dividido ou diminuído, como já vimos, e se isto fosse verdade, cada partícula do Universo não poderia deixar de conhecer o seu ente n’O TODO; o TODO não perderia o conhecimento próprio, nem SE TORNARIA atualmente um átomo, uma força cega ou uma coisa de vida humilde. Com efeito, alguns homens, julgando que o TODO é exatamente TUDO, e reconhecendo também que eles, os homens, existem, aventuraram-se a concluir que eles eram idênticos ao TODO, e atroaram os ares com os seus clamores de "EU SOU DEUS!" para divertimento da multidão e sorriso dos sábios. O clamor do corpúsculo que dissesse: "Eu sou Homem!", seria mais modesto em comparação.
Mas, que é, pois, o Universo, se não for o TODO separando a si mesmo em fragmentos? Que outra coisa poderá ser? De que coisa poderá ser feito? Esta é a grande questão. Examinemo-la bem. Reconhecemos que o Princípio de Correspondência (vide a primeira lição) vem em nosso auxílio aqui. O velho axioma hermético "o que está em cima é como o que está embaixo", pode ser empregado com êxito neste ponto. Permiti-nos fazer uma rápida hipótese sobre os planos elevados, examinando-os em nós mesmos. O Princípio de Correspondência aplica-se a este como a outros problemas.
Vejamos, pois! No seu próprio plano de existência, como cria o Homem? Primeiramente, ele pode criar, fazendo alguma coisa de materiais exteriores. Mas assim não pode ser, porque não há materiais exteriores ao TODO, com os quais ele possa criar. Em segundo lugar, o Homem procria ou reproduz a sua espécie pelo processo da geração que é a própria multiplicação por meio da transformação de uma parte da sua substância na da sua prole. Mas, assim também não pode ser, porque o Todo não pode transferir ou subtrair uma parte de si mesmo, assim como reproduzir ou multiplicar a si mesmo: no primeiro caso haveria uma revogação da lei, e no segundo, uma multiplicação ou adição do TODO, idéias totalmente absurdas. Não há nenhum outro meio pelo qual O HOMEM cria? Sim, há; ele CRIA MENTALMENTE! E deste modo, não emprega materiais exteriores, não reproduz a si mesmo, e, apesar disso, o seu Espírito penetra a Criação Mental.
Conforme o Princípio de Correspondência, temos razão de considerar que O TODO CRIA MENTALMENTE o Universo, de um modo semelhante ao processo pelo qual o Homem cria as Imagens mentais. Este é o testemunho da Razão, que concorda perfeitamente com o testemunho do Iluminado, como ele o manifesta pelos seus ensinos e escritos. Assim são os ensinamentos do Sábio. Tal era a doutrina de Hermes.
O TODO não pode criar de outro modo senão mentalmente, sem empregar qualquer material (nada há para ser empregado), e nem reproduzir a si mesmo (o que é também impossível). Não se pode escapar desta conclusão da Razão, que, como dissemos, concorda com os mais elevados preceitos do Iluminado. justamente como vós podeis criar um Universo de vós mesmos na vossa mentalidade, assim O TODO cria Universo na sua própria Mente. Mas o vosso Universo é criação mental de uma Mente finita, enquanto que o do TODO é criação de uma Mente Infinita. Ambos são análogos em natureza, mas infinitamente diferentes em grau. Vamos examinar cuidadosamente como fazemos nos processos de criação e manifestação. Mas antes de tudo é preciso fixardes as vossas mentes nesta frase: O UNIVERSO, E TUDO O QUE ELE CONTÉM, É UMA CRIAÇÃO MENTAL DO TODO. Com efeito, O TODO É MENTE!
O TODO cria na sua Mente infinita inumeráveis Universos, que existem por éons de Tempo; e contudo, para O TODO, a criação, o desenvolvimento, o declínio e a morte de um milhão de Universos é como que o tempo do pestanejar dum olho.
~ O Caibalion
A Mente Infinita d'O TODO é a matriz dos Universos.
~ O Caibalion
O Princípio de Gênero (vide lição primeira e seguintes) é manifestado em todos os planos de vida, quer materiais, mentais ou espirituais. Mas, como já dissemos, Gênero não significa Sexo; o sexo é simplesmente uma manifestação material do, gênero. Gênero significa relativo à geração ou criação. Em qualquer lugar, em qualquer plano, em que uma coisa é criada ou gerada, o Princípio de Gênero se manifesta. E isto é verdade mesmo na criação dos Universos.
Mas, não se deve concluir disto que ensinamos haver um Deus ou Criador macho e fêmea. Esta idéia é um desvio dos antigos preceitos sobre este assunto.
O verdadeiro ensinamento é que o TODO em si mesmo está fora do Gênero, assim como de qualquer outra Lei, mesmo as do Tempo e do Espaço. Ele é a Lei de que todas as Leis procedem e não está sujeito a elas. Contudo, quando O TODO se manifesta no plano de geração ou criação, os seus atos concordam com a Lei e o Princípio, porque se realizam num plano inferior de existência. E, por conseguinte, ele manifesta no Plano Mental o Princípio de Gênero, nos seus aspectos Masculino e Feminino.
Esta idéia poderá causar admiração a alguns de vós, que aprendem-na pela primeira vez, mas todos vós aceitaste-a passivamente nas vossas concepções diárias. Falais na Paternidade de Deus e na Maternidade da Natureza; de Deus, o Pai divino e da Natureza, a Mãe universal; logo, reconheceis instintivamente o Princípio de Gênero no Universo. Não é verdade?
Mas a doutrina hermética não exprime uma dualidade real: O TODO é um; os dois aspectos são simplesmente aspectos de manifestação. O ensinamento é que o Princípio Masculino manifestado pelo TODO só impede a destruição da concepção atual do Universo. Ele projeta o seu Desejo no Princípio Feminino (que se chama Natureza), ao mesmo tempo que este último começa a obra atual da evolução do Universo, desde os simples centros de atividade até o homem, e subindo cada vez mais de acordo com as bem-estabelecidas Leis da Natureza. Se dais preferência aos velhos modos de expressão, podeis considerar o Princípio Masculino COMO DEUS, o Pai, e o Princípio Feminino COMO a NATUREZA, a Mãe Universal, em cuja matriz todas as coisas foram geradas. Isto não é simplesmente uma ficção poética de linguagem; é uma idéia do processo atual de criação do Universo. Mas é preciso não esquecer que O TODO é um, e que o Universo é gerado, criado e existe na sua Mente Infinita.
Isto vos permitirá fazer uma idéia de vós mesmos, se quiserdes aplicar a Lei de Correspondência à vossa própria mente e a vós mesmos. Sabeis que a parte de Vós que chamais Eu. em certo sentido, sustenta e prova a criação de Imagens mentais na vossa própria mente. A parte da vossa mente em que é realizada a geração mental pode ser chamada o eu inferior, distinto do Eu que sustenta e examina os pensamentos, as idéias e as imagens do eu inferior. Reparai bem que "o que está em cima é como o que está embaixo", e que os fenômenos de um plano podem ser empregados na solução dos enigmas de planos superiores ou inferiores.
Será para admirar que Vós, os filhos, sintais esta instintiva reverência pelo TODO, sentimento que chamamos religião; esta reverência e este respeito para com a MENTE-PAI? Será para admirar que, ao considerar as obras e as maravilhas da Natureza, fiqueis dominado por um grande sentimento que tem sua origem fora do vosso íntimo ser? É a MENTE-MÃE que vos estreita, como a mãe estreita seu filho ao seio.
Não deveis cometer o erro de crer que o pequeno mundo que vedes ao redor de vós, a Terra, que é simplesmente um grão de areia em comparação com o Universo, seja o próprio Universo. Existem milhões de mundos semelhantes e maiores. Há milhões e milhões de Universos iguais em existência dentro da Mente Infinita do TODO. E mesmo no nosso pequeno sistema solar há regiões e planos de vida mais elevados que os nossos e entes, em comparação aos quais nós, míseros mortais, somos como as viçosas formas viventes que habitam no fundo do oceano, comparadas ao Homem. Há entes com poderes e atributos superiores aos que o Homem sonhou ser possuído pelos deuses. Não obstante, estes entes foram como vós e ainda inferiores, e, com o tempo, vós podeis ser como eles ou superiores a eles; porque, como diz o Iluminado, tal é o Destino do Homem.
A Morte não é real, ainda mesmo no sentido relativo; ela é simplesmente o Nascimento a uma nova vida, e continuareis sempre de planos elevados de vida a outros mais elevados por eons e eons de tempo. O Universo é vossa habitação e estudareis os seus mais distantes a@,essos antes do fim do Tempo, Residis na Mente Infinita do TODO, e as vossas potencialidades e oportunidades são infinitas mas somente no tempo e no espaço. E no fim do Grande Ciclo de EONS, O TODO recolherá em si todas as suas criações; porém, vós continuareis alegremente a vossa jornada, porque então querereis preparar-vos para conhecer a Verdade Total da existência em Unidade com O TODO.
E, quando estiverdes na metade do caminho, estareis calmos e serenos; sois seguros e protegidos pelo Poder Infinito da MENTE-MÃE.
Dentro da Mente Pai-Mãe, o filho mortal está na sua morada. ~ O Caibalion
Não há nenhum órfão de Pai ou de Mãe no Universo. ~ O Caibalion
Fonte: M.S. Inc
CAPÍTULO IV - O TODO
CAPÍTULO IV - O TODO
Sob as aparências do Universo, do Tempo e do Espaço e da Mobilidade, está sempre encoberta a Realidade Substancial: a Verdade fundamental.
~ O Caibalion
A Substância é aquilo que se oculta debaixo de todas as manifestações exteriores, a essência, a realidade essencial, a coisa em si mesma, etc. Substancial é aquilo que existe atualmente, que é elemento essencial, que é real, etc. A Realidade é o estado real, verdadeiro, permanente, duradouro, atual de um ente.
Debaixo e dentro de todas as aparências ou manifestações exteriores, sempre houve uma Realidade substancial. Esta é a Lei.
O homem, considerando o Universo, de que é simplesmente uma partícula, observa que tudo se transforma em matéria, em forças e em estados mentais. Ele conhece que nada É real, mas que, pelo contrário, tudo é MÓVEL e CONDICIONAL. Nada está parado; tudo nasce, cresce e morre; no momento em que uma coisa chega a seu auge, logo começa a declinar; a lei do ritmo está em constante ação; não há realidade, qualidade duradoura, fixidez ou substancialidade em qualquer coisa que ,seja; nada é permanente, tudo se transforma. O homem que observa as leis do Universo vê que todas as coisas evoluem de outras coisas, e resolvem-se em outras; vê uma constante ação e reação, um fluxo e refluxo, uma criação e destruição, o nascimento, crescimento e a morte. Nada é permanente, tudo se transforma. Se esse homem for um pensador ativo, ele realizará todas essas coisas mudáveis, que serão, contudo, aparências ou manifestações exteriores da mesma Força Oculta, da mesma realidade substancial.
Todos os pensadores de todos os países e todas as épocas compreenderam a necessidade de ser admitida a existência desta Realidade substancial. Todas as filosofias dignas deste nome acham-se baseadas nesta opinião. Os homens deram a esta Realidade substancial muitas denominações: muitos designaram-na sob o termo Divindade (sob diversos títulos); outros chamaram-na a Eterna e Infinita Energia; outros ainda deram-lhe simplesmente o nome de Matéria: mas todos reconheceram a sua existência. Isto é evidente por si mesmo, não é necessário argumentos.
Nestas lições seguiremos o exemplo de muitos grandes pensadores antigos e modernos - os Mestres Hermetistas - e designaremos esta Força Oculta, esta Realidade substancial sob o nome de O TODO, termo que consideramos como o mais compreensível dos diversos termos empregados pelo Homem para designar AQUELE que excede todos os nomes e todos os termos.
Aceitamos e ensinamos as idéias dos grandes pensadores herméticos de todos os tempos, assim como as destas almas iluminadas, que galgaram elevados Planos de existência, e que afirmam a natureza íntima do TODO ser INCOGNOSCÍVEL. Isto é assim que ninguém pode compreender pelo próprio TODO por a natureza e a existência íntima dele.
Os Hermetistas pensam e ensinam que o TODO, em Si mesmo, é e será sempre INCOGNOSCÍVEL. Eles consideram todas as teorias, conjeturas e especulações dos teólogos e metafísicos a respeito da natureza íntima do TODO, como esforços infantis das mentes finitas para compreender o segredo do Infinito. Tais esforços sempre desviaram e desviarão da verdadeira natureza do seu fim. Uma pessoa que Prossegue em tais investigações vai, de circuito em circuito no labirinto do pensamento, prejudicar o seu são raciocínio, a sua ação e a sua conduta, até ficar totalmente inutilizada para o trabalho da vida. É como o esquilo, que furiosamente corre dentro da redondeza da sua gaiola, caminhando sempre sem nunca chegar em parte alguma, e parando só quando se assusta: é enfim um prisioneiro.
Porém são ainda mais presunçosos os que atribuem ao TODO a personalidade, as qualidades e propriedades característicos e atributos deles mesmos, e querem que o TODO tenha emoções, sensações e outros característicos humanos que estão abaixo das pequenas qualidades do gênero humano, tais como a inveja, o desejo de lisonjas e louvores, desejo de oferendas e adorações, e todos os outros atributos que sobrevivem desde a infância da raça. Tais idéias não são dignas de pessoas maduras e vão sendo rapidamente abandonadas.
(Vem a propósito dizer aqui que fazemos distinção entre a Religião e a Teologia, entre a Filosofia e a Metafísica.)
A Religião para nós é a realização institucional da existência do TODO, e sua relação para com ele; ao passo que a Teologia representa o esforço do homem em atribuir-lhe personalidade, qualidades e característicos, as teorias a respeito dos seus negócios, planos, desejos e vontades, e as apropriações de tudo isso para o ofício de mediadores entre O TODO e O povo.
A Filosofia é, para nós, a investigação de acordo com o conhecimento das coisas conhecíeis e concebíveis; ao passo que a Metafísica é o intento de levar a investigação às regiões incognoscíveis e inconcebíveis e além dos seus limites, com a mesma tendência que a Teologia. Por conseguinte, a Religião e a Filosofia são para nós coisas que têm o seu princípio na Realidade, ao passo que a Teologia e a Metafísica parecem delgados caniços, enraizados na areia movediça da ignorância, e nada mais constituem que o mais incerto apoio para a mente ou a alma do Homem. Não insistiremos com os estudantes que aceitam estas definições; só mencionamo-las para mostrar a posição em que nos colocamos neste assunto. Seja como for falaremos muito pouco sobre a Teologia e a Metafísica.
Mas, conquanto a natureza essencial do TODO seja Incognoscível, existem certas verdades conexas com a sua existência que a mente humana foi obrigada a aceitar. E o exame destas verdades forma um assunto próprio para investigações, mormente quando elas concordam com o testemunho do Iluminado nos planos superiores. Nós vos convidamos a fazer estas investigações.
AQUELE que é a Verdade Fundamental, a Realidade Substancial, está fora de uma verdadeira denominação, mas o sábio chama-o O TODO.
~ O Caibalion
Na sua Essência, O TODO é INCOGNOSCÍVEL.
~ O Caibalion
Mas os testemunhos da Razão devem ser hospitaleiramente recebidas e tratados com respeito.
~ O Caibalion
A razão humana, cujos testemunhos devemos aceitar ao raciocinar sobre alguma coisa, nos diz o seguinte a respeito do TODO, mas sem pretender levantar o véu do Incognoscível:
1 - O TODO é Tudo o que É REAL. Nada pode existir fora do TODO, porque do contrário o TODO não seria mais o TODO.
2 - O TODO É INFINITO, porque não há quem defina, restrinja e limite O TODO. É Infinito no Tempo, OU ETERNO; existiu sempre, sem cessar; porque nada há que o pudesse criar, e se ele não tivesse existido, não podia existir agora; existirá perpetuamente, porque não há quem o destrua, e ele não pode deixar de existir, porque aquilo que é alguma coisa não pode ficar sendo nada. É infinito no espaço; está em toda parte porque não há lugar fora do TODO; é contínuo no Espaço Sem cessação, separação ou interrupção, porque nada há que separe, divida ou interrompa a sua continuidade, e nada há para encher lacunas. É Infinito ou Absoluto em Poder; porque não há nada para limitá-lo, restringi-lo ou acondicioná-lo; não está sujeito a nenhum outro Poder, porque não há outro Poder.
3 - O TODO É IMUTÁVEL, ou não está sujeito a ser mudado na sua natureza real, nada há que possa operar mudanças nele, nada há em que possa ser mudado nem nada que tenha sido mudado. Não pode ser aumentado nem diminuído, nem ficar maior ou menor, seja qual for o motivo. Ele sempre foi e sempre será tal como é agora: O TODO; nada houve, nada há e nada haverá em que ele possa ser mudado.
TODO sendo Infinito, Absoluto, Eterno e Imutável, segue-se que tudo o que é finito, passageiro, condicional e Mutável não é o Todo. E como não há nada Real fora do TODO, todas as coisas finitas não são Reais. Não deveis ficar admirados e espantados das nossas palavras; não queremos levar-vos à Ciência Cristã fundada sobre a parte inferior da Filosofia hermética. Há uma Reconciliação para o aparente estado contraditório atual do assunto. Tende paciência, que nós trataremos deste assunto em seu tempo.
Vemos ao redor de nós que aquilo que se chama Matéria constitui O Princípio de todas as formas. É O TODO Simplesmente Matéria? Absolutamente não! A Matéria não pode manifestar a Vida ou a Mente, e como a Vida e a Mente são manifestadas no Universo, Porque nada é superior à sua própria origem, nada se manifesta como efeito que não esteja na causa, nada evolui como conseqüente, que não tenha involuído como antecedente. Quando a ciência moderna nos diz que não há realmente outra coisa senão Matéria, devemos saber que aquilo que ela chama Matéria é simplesmente uma energia eu força interrompida, isto é, uma energia ou força com poucos graus de vibração. Disse um recente escritor, "a Matéria obscureceu-se no Mistério". Mesmo a ciência materialista já abandonou a teoria da Matéria e agora se apoia sobre a base da Energia.
Então o TODO é simplesmente Energia ou Força? Não é Energia ou Força como os materialistas empregam estes termos, porque a energia e força deles são coisas cegas e mecânicas, privadas de Vida ou de Mente. A Vida ou a Mente não pode evoluir da Energia ou Força cega, pela razão dada acima, que: Nada é superior à sua própria origem, nada evolui que não tenha involuído, nada se manifesta como efeito que não tenha a sua causa. E assim O TODO não pode ser simplesmente Energia ou Força, porque, se assim fosse, não teriam existência a Vida e a Mente, e nós sabemos muito bem que elas existem, porque somos nós os que temos Vida, e que empregamos a Mente para considerar esta questão, assim como os que pretendem que a Energia ou Força é Tudo.
Que é, pois, que sabemos existir no Universo, que é superior à Matéria ou Energia? A VIDA E A MENTE! A Vida e a Mente em todos os seus diversos graus de desenvolvimento! "Então, perguntais, quereis dizer que O TODO É VIDA E MENTE? Sim e Não! é a nossa resposta. Se entendeis a Vida e a Mente como nós pobres mortais conhecemo-las, diremos, Não! O TODO não é isto! "Mas, que natureza de Vida e de Mente quereis significar?", direis vós.
A resposta é: "A MENTE VIVENTE, muito acima do que os mortais conhecem por essas palavras, como a Vida e a Mente são superiores às forças mecânicas ou à matéria; A INFINITA MENTE é Muito superior em comparação à Vida e à Mente finita." Queremos exprimir o que as almas iluminadas significam ao pronunciarem reverentemente a palavra ESPÍRITO!
O TODO é a Infinita Mente Vivente; o Iluminado chama-a ESPÍRITO!
Fonte: M.S. Inc
CAPÍTULO III - A TRANSMUTAÇÃO MENTAL
CAPÍTULO III - A TRANSMUTAÇÃO MENTAL
A Mente (tão bem como os metais e os elementos) pode ser transmutada de estado em estado, de grau em grau, de condição em condição, de pólo em pólo, de vibração em vibração. A verdadeira transmutação hermética é uma Arte Mental. ~ O Caibalion
Como dissemos, os Hermetistas eram os antigos alquimistas, astrólogos e psicólogos, tendo sido Hermes o fundador destas escolas de pensamento. Da astrologia nasceu a moderna astronomia; da alquimia nasceu a moderna química; da psicologia mística nasceu a moderna psicologia das escolas. Mas não se pode supor que os antigos ignoravam aquilo que as escolas modernas pretendem ser sua propriedade exclusiva e especial. As memórias gravadas nas pedras do Antigo Egito mostram claramente que os antigos tinham um grande conhecimento de astronomia, a verdadeira construção das Pirâmides representando a relação entre o seu desenho e o estudo da ciência astronômica. Não ignoravam a Química, porque os fragmentos dos antigos escritos mostram que eles conheciam as propriedades químicas das coisas; com efeito, as antigas teorias relativas à física vão sendo vagarosamente verificadas pelas últimas descobertas da ciência moderna, principalmente as que se referem à constituição da matéria.
Não se deve crer que eles ignoravam as chamadas descobertas modernas em psicologia; pelo contrário, os egípcios eram especialmente versados na ciência da Psicologia, ,particularmente nos ramos que as modernas escolas ignoram; que, não obstante, têm sido encobertos sob o nome de ciência psíquica, que a confusão dos psicólogos da atualidade, fazendo-lhes com repugnância admitir que afinal pode haver alguma coisa nela.
A verdade é que, sob a química material, a astronomia e a psicologia (que é a psicologia na sua fase de ação do pensamento), os antigos possuíam um conhecimento da astronomia transcendente, chamada astrologia; da química transcendente, chamada alquimia; da psicologia transcendente chamada psicologia mística. Possuíam o Conhecimento Interno como o Conhecimento Externo, sendo o último o único possuído pelos cientistas modernos. Entre os muitos ramos secretos de conhecimento possuídos pelos Hermetistas estava o conhecido sob o nome de Transmutação Mental, que forma a exposição material desta lição.
Transmutação é um termo usualmente empregado para designar a antiga arte da transmutação dos metais; particularmente dos metais impuros em ouro. A palavra transmutar significa mudar de uma natureza, forma ou substância, em outra; transformar (Webster). E da mesma forma, Transmutação Mental significa a arte de transformar e de mudar os estados, as formas e as condições mentais em outras. Assim podeis ver que a Transmutação Mental é a Arte da Química Mental ou se quiserdes, uma forma da Psicologia Mística prática.
Porém estas significações estão muito longe de serem o que exteriormente parecem.
A Transmutação, Alquimia, ou Química, no Plano Mental é certamente muito importante nos seus efeitos, e se a arte cessou agora, assim mesmo não pode deixar de ser um dos mais importantes ramos de estudos conhecidos pelos homens. Mas isto é simplesmente o princípio. Vejamos a razão!
O primeiro dos Sete Princípios Herméticos é o princípio de Mentalismo, o seu axioma é "O TODO é Mente; o Universo é Mental", que significa que a Realidade Objetiva do Universo é Mente; e o mesmo Universo é Mental, isto é, existente na Mente do TODO. Estudaremos este princípio nas seguintes lições, mas deixai-nos examinar o efeito do princípio se for considerado como verdade.
Se o Universo é Mental na sua natureza, a Transmutação Mental pode ser considerada como a arte de MUDAR AS CONDIÇÕES DO UNIVERSO, nas divisões de Matéria, Força e Mente. Assim compreendereis que a Transmutação Mental é realmente a Magia de que os antigos escritores muito trataram nas suas obras místicas, e de que dão muito poucas instruções práticas. Se Tudo é Mental, então a arte que ensina a transmutar as condições mentais pode tornar o Mestre diretor das condições materiais tão bem como das condições chamadas ordinariamente mentais.
De fato, nenhum alquimista, que não esteja adiantado na Alquimia mental, pode obter o grau necessário de poder para dominar as grosseiras condições físicas e os elementos da Natureza, a produção ou cessação das tempestades e dos terremotos assim como de outros grandes fenômenos físicos. Que tais homens tenham existido e existam ainda hoje, é matéria da maior certeza para todos os ocultistas adiantados de todas as escolas. Que existem Mestres e que eles têm estes poderes, os melhores instrutores asseguram-no aos seus discípulos, tendo experiências que os . justificam nestas opiniões e declarações. Estes Mestres não exibem em público os seus poderes, mas procuram o afastamento do tumulto dos homens, com o fim de abrir melhor o seu caminho na Senda do Conhecimento. Mencionamos aqui a sua existência simplesmente com o fim de chamar a vossa atenção para o fato de que o seu Poder é inteiramente Mental, e de que eles operam conforme as linhas da mais elevada Transmutação mental, e em conformidade com o Princípio hermético de Mentalismo: O Universo é Mental.
Porém os discípulos e os Hermetistas de grau inferior aos Mestres - os Iniciados e Instrutores - podem facilmente operar pelo Plano Mental ao praticar a Transmutação Mental. Com efeito, tudo o que chamamos fenômenos psíquicos, influência mental, ciência mental, fenômenos de novo pensamento, etc., se realiza conforme a mesma linha geral, porque nisto está mais um princípio oculto, do que a matéria cujo nome é dado, ao fenômeno.
O discípulo que é praticante da Transmutação Mental opera no Plano Mental, transmutando as condições mentais, os estados, etc. em outros, de acordo com diversas fórmulas mais ou menos eficazes. Os diversos tratamentos, as afirmações e negações, etc., das escolas da ciência mental são antes fórmulas freqüentemente muito imperfeitas e não científicas, da Arte hermética. A maioria dos praticantes modernos são muito ignorantes em comparação com os antigos mestres, pois eles carecem do conhecimento fundamental sobre que é baseada a operação.
Não somente os próprios estados mentais podem ser mudados ou transmutados pelos métodos herméticos; mas também os estados mentais dos outros podem ser, e mesmo são constantemente transmutados na mesma direção, quase sempre inconscientemente, mas às vezes conscientemente, por uma pessoa que conheça as leis e os princípios, nos casos em que a pessoa influenciada não esteja informada dos princípios da proteção própria. E, ainda mais, como sabem diversos discípulos e praticantes da moderna ciência mental, toda condição material que depende das mentes dos outros pode ser mudada ou transmutada de acordo com o desejo, a vontade e os tratamentos reais da pessoa que deseja mudar as condições da vida. Na atualidade o Público está informado geralmente destas coisas, que não julgamos necessário mencioná-las por extenso; porque o nosso propósito a este respeito é simplesmente mostrar a Arte e o Princípio hermético de Polaridade.
Neste livro procuramos estabelecer os princípios básicos da Transmutação Mental, para que todos os que lêem possam compreender os Princípios secundários, e possuir então a Chave-Mestra que abrirá as diversas portas do Princípio hermético de Polaridade.
Vamos fazer agora uma consideração sobre o primeiro dos Sete Princípios herméticos: o princípio de Mentalismo, que afirma a verdade que "O TODO é Mente; o Universo é Mental", conforme as palavras do Caibalion. Pedimos uma atenção íntima e um estudo cuidadoso deste grande Princípio, da parte dos nossos discípulos, porque ele é realmente o Princípio Básico de toda a Filosofia hermética e da Arte hermética de Transmutação Mental.
Fonte: M.S. Inc
CAPÍTULO II - OS SETE PRINCÍPIOS HERMÉTICOS
Os Princípios da Verdade são Sete; aquele que os conhece perfeitamente, possui a Chave Mágica com a qual todas as Portas do Templo podem ser abertas completamente.
~ O Caibalion
Os Sete Princípios em que se baseia toda a Filosofia hermética são os seguintes:
1 - O Princípio de Mentalismo
2 - O Princípio de Correspondência
3 - O Princípio de Vibração
4 - O Princípio de Polaridade
5 - O Princípio de Ritmo
6 - O Princípio de Causa e Efeito
7 - O Princípio de Gênero
Estes Sete Princípios podem ser explicados e explanados, como vamos fazer nesta lição. Uma pequena explanação de cada um deles pode ser feita agora, e é o que vamos fazer.
1 - O Principio de Mentalismo
O TODO é MENTE; o Universo é Mental.
~ O Caibalion
Este Princípio contém a verdade que Tudo é Mente. Explica que O TODO (que, é a Realidade substancial que se oculta em todas as manifestações e aparências que conhecemos sob o nome de Universo Material, Fenômenos da Vida, Matéria, Energia, numa palavra, sob tudo o que tem aparência aos nossos sentidos materiais) é ESPÍRITO, é INCOGNOSCÍVEL e INDEFINÍVEL em si mesmo, mas pode ser considerado como uma MENTE VIVENTE INFINITA e UNIVERSAL. Ensina também que todo o mundo fenomenal ou universo é simplesmente uma Criação Mental do TODO, sujeita às Leis das Coisas criadas, e que o universo, como um todo, em suas partes ou unidades, tem sua existência na mente do TODO, em cuja Mente vivemos, movemos e temos a nossa existência. Este Princípio, estabelecendo a Natureza Mental do Universo, explica todos os fenômenos mentais e psíquicos que ocupam grande parte da atenção pública, e que, sem tal explicação, seriam ininteligíveis e desafiariam o exame científico.
A compreensão deste Princípio hermético do Mentalismo habilita o indivíduo a abarcar prontamente as leis do Universo Mental e a aplicar o mesmo Princípio para a sua felicidade e adiantamento. O estudante hermetista ainda não sabe aplicar inteligentemente a grande Lei Mental, apesar de empregá-la de maneira casual.
Com a Chave-Mestra em seu poder, o estudante poderá abrir as diversas portas do templo psíquico e mental do conhecimento e entrar por elas livre e inteligentemente. Este Princípio explica a verdadeira natureza da Força, da Energia e da Matéria, como e por que todas elas são subordinadas ao Domínio da Mente. Um velho Mestre hermético escreveu, há muito tempo: "Aquele que compreende a verdade da Natureza Mental do Universo está bem avançado no Caminho do Domínio." E estas palavras são tão verdadeiras hoje, como no tempo em que foram escritas. Sem esta Chave-Mestra, o Domínio é impossível, e o estudante baterá em vão nas diversas portas do Templo.
2 - O Principio de Correspondência
O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.
~ O Caibalion
Este Princípio contém a verdade que existe uma correspondência entre as leis e os fenômenos dos diversos planos da Existência e da Vida. O velho axioma hermético diz estas palavras: "O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.' A compreensão deste Princípio dá ao homem os meios de explicar muitos paradoxos obscuros e segredos da Natureza. Existem planos fora dos nossos conhecimentos, mas quando lhes aplicamos o Princípio de Correspondência chegamos a compreender muita coisa que de outro modo nos seria impossível compreender. Este Princípio é de aplicação e manifestação universal nos diversos planos do universo material, mental e espiritual: é uma Lei Universal.
Os antigos Hermetistas consideravam este Princípio como um dos mais importantes instrumentos mentais, por meio dos quais o homem pode ver além dos obstáculos que encobrem à vista o Desconhecido. O seu uso constante rasgava aos poucos o véu de Isis e um vislumbre da face da deusa podia ser percebido. Justamente do mesmo modo que o conhecimento dos Princípios da Geometria habilita o homem, enquanto estiver no seu observatório, a medir sóis longínquos, assim também o conhecimento do Princípio de Correspondência habilita o Homem a raciocinar inteligentemente, do Conhecido ao Desconhecido. Estudando a mônada, ele chega a compreender o arcanjo.
3 - O Princípio de Vibração
Nada está parado; tudo se move; tudo vibra.
~ O Caibalion
Este Princípio encerra a verdade que tudo está em movimento: tudo vibra; nada está parado; fato que a Ciência moderna observa, e que cada nova descoberta científica tende a confirmar. E contudo este Princípio hermético foi enunciado há milhares de anos pelos Mestres do antigo Egito.
Este Princípio explica que as diferenças entre as diversas manifestações de Matéria, Energia, Mente e Espírito, resultam das ordens variáveis de Vibração. Desde O TODO, que é Puro Espírito, até a forma mais grosseira da Matéria, tudo está em vibração; quanto mais elevada for a vibração, tanto mais elevada será a posição na escala. A vibração do Espírito é de uma intensidade e rapidez tão infinitas que praticamente ele está parado, como uma roda que se move muito rapidamente parece estar parada.
Na extremidade inferior da escala estão as grosseiras formas da matéria, cujas vibrações são tão vagarosas que parecem estar paradas. Entre estes pólos existem milhões e milhões de graus diferentes de vibração. Desde o corpúsculo e o elétron, desde o átomo e a molécula, até os mundos e universos, tudo está em movimento vibratório. Isto é verdade nos planos da energia e da força (que também variam em graus de vibração); nos planos mentais (cujos estados dependem das vibrações), e também nos planos espirituais.
O conhecimento deste Princípio, com as fórmulas apropriadas, permite ao estudante hermetista conhecer as suas vibrações mentais, assim como também a dos outros. Só os Mestres podem aplicar este Princípio para a conquista dos Fenômenos Naturais, por diversos meios. "Aquele que compreende o Princípio de vibração alcançou o cetro do poder", diz um escritor antigo.
4 - O Principio de Polaridade
Tudo é Duplo; tudo tem pólos; tudo tem o seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em grau; os extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.
~ O Caibalion
Este Princípio encerra a verdade: tudo é Duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem o seu oposto, que formava um velho axioma hermético. Ele explica os velhos paradoxos, que deixaram muitos homens perplexos, e que foram estabelecidos assim: A Tese e a Antítese são idênticas em natureza, mas diferentes em grau; os opostos são a mesma coisa, diferindo somente em grau; os pares de opostos podem ser reconciliados; os extremos se tocam; tudo existe e não existe ao mesmo tempo; todas as verdades são meias-verdades; toda verdade é meio-falsa; há dois lados em tudo, etc., etc.
Ele explica que em tudo há dois pólos ou aspectos opostos, e que os opostos são simplesmente os dois extremos da mesma coisa, consistindo a diferença em variação de graus. Por exemplo: o Calor e o Frio, ainda que sejam; opostos, são a mesma coisa, e a diferença que há entre eles consiste simplesmente na variação de graus dessa mesma coisa.
Olhai para o vosso termômetro e vede se podereis descobrir onde termina o calor e começa o frio! Não há coisa de calor absoluto ou de frio absoluto; os dois termos calor e frio indicam somente a variação de grau da mesma coisa, e que essa mesma coisa que se manifesta como calor e frio nada mais é que uma forma, variedade e ordem de Vibração.
Assim o calor e o frio são unicamente os dois pólos daquilo que chamamos Calor; e os fenômenos que daí decorrem são manifestações do Princípio de Polaridade. O mesmo Princípio se manifesta no caso da Luz e da Obscuridade, que são a mesma coisa, consistindo a diferença simplesmente nas variações de graus entre os dois pólos do fenômeno Onde cessa a obscuridade e começa a luz? Qual é a diferença entre o grande e o pequeno? Entre o forte e o fraco? Entre o branco e o preto? Entre o perspicaz e o néscio? Entre o alto e o baixo? Entre o positivo e o negativo.
O Princípio de Polaridade explica estes paradoxos e nenhum outro Princípio pode excedê-lo. O mesmo Princípio opera no Plano mental. Permitiu-nos tomar um exemplo extremo: o do Amor e o ódio, dois estados mentais em aparência totalmente diferentes. E, apesar disso, existem graus de ódio e graus de Amor, e um ponto médio em que usamos dos termos Igual ou Desigual, que se encobrem mutuamente de modo tão gradual que às vezes temos dificuldades em conhecer o que nos é igual, desigual ou nem um nem outro. E todos são simplesmente graus da mesma coisa, como compreendereis se meditardes um momento. E mais do que isto (coisa que os Hermetistas consideram de máxima importância), é possível mudar as vibrações de ódio em vibrações de Amor, na própria mente de cada um de nós e nas mentes dos outros.
Muitos de vós, que ledes estas linhas, tiveram experiências pessoais da transformação do Amor em ódio ou do inverso, quer isso se desse com eles mesmos, quer com outros. Podeis pois tornar possível a sua realização, exercitando o uso da vossa Vontade por meio das fórmulas herméticas. Deus e o Diabo, são, pois, os pólos da mesma coisa, e o Hermetista entende a arte de transmutar o Diabo em Deus, por meio da aplicação do Princípio de Polaridade. Em resumo, a Arte de Polaridade fica sendo uma fase da Alquimia Mental, conhecida e praticada pelos antigos e modernos Mestres hermetistas. O conhecimento do Princípio habilitará o discípulo a mudar a sua própria Polaridade, assim como a dos outros, se ele consagrar o tempo e o estudo necessário para obter o domínio da arte.
5 - O Principio de Ritmo
Tudo tem fluxo e refluxo; tudo ,em suas marés; tudo sobe e desce; tudo se manifesta por oscilações compensadas; a medida do movimento à direita é a medida do movimento à esquerda; o ritmo é a compensação.
~ O Caibalion
Este Princípio contém a verdade que em tudo se manifesta um movimento para diante e para trás, um fluxo e refluxo, um movimento de atração e repulsão, um movimento semelhante ao do pêndulo, uma maré enchente e uma maré vazante, uma maré alta e uma maré baixa, entre os dois pólos, que existem, conforme o Princípio de Polaridade de que tratamos há pouco. Existe sempre uma ação e uma reação, uma marcha e uma retirada, uma subida e uma descida. Isto acontece nas coisas do Universo, nos sóis, nos mundos, nos homens, nos animais, na mente, na energia e na matéria.
Esta lei é manifesta na criação e destruição dos mundos, na elevação e na queda das nações, na vida de todas as coisas, e finalmente nos estados mentais do Homem (e é com estes últimos que os Hermetistas reconhecem a compreensão do Princípio mais importante). Os Hermetistas compreenderam este Princípio, reconhecendo a sua aplicação universal, e descobriram também certos meios de dominar os seus efeitos no próprio ente com o emprego de fórmulas e métodos apropriados. Eles aplicam a Lei mental de Neutralização. Eles não podem anular o Princípio ou impedir as suas operações, mas aprenderam como se escapa dos seus efeitos na própria pessoa, até um certo grau que depende do Domínio deste Princípio. Aprenderam como empregá-lo, em vez de serem empregados por ele.
Neste e noutros métodos consiste a Arte dos Hermetistas. O Mestre dos Hermetistas polarizasse até o ponto em que desejar, e então neutraliza a Oscilação Rítmica pendular que tenderia a arrastá-lo ao outro pólo.
Todos os indivíduos que atingiram qualquer grau de Domínio próprio executam isto até um certo grau, mais ou menos inconscientemente, mas o Mestre o faz conscientemente e com o uso da sua Vontade, atingindo um grau de Equilíbrio e Firmeza mental quase impossível de ser acreditado pelas massas populares que vão para diante e para trás como um pêndulo. Este Princípio e o da Polaridade foram estudados secretamente pelos Hermetistas, e os métodos de impedi-los, neutralizá-los e empregá-los formam uma parte importante da Alquimia Mental do Hermetismo.
6 - O Principio de Causa e Efeito
Toda a Causa tem seu Efeito, todo Efeito tem sua Causa; tudo acontece de acordo com a Lei; o Acaso é simplesmente um nome dado a uma Lei não reconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à Lei.
~ O Caibalion
Este princípio contém a verdade que há uma Causa para todo o Efeito e um Efeito para toda a Causa. Explica que: Tudo acontece de acordo com a Lei, nada acontece sem razão, não há coisa que seja casual; que, no entanto, existem vários planos de Causa e Efeito, os planos superiores dominando os planos inferiores, nada podendo escapar completamente da Lei.
Os Hermetistas conhecem a arte e os métodos de elevar-se do plano ordinário de Causa e Efeito, a um certo grau, e por meio da elevação mental a um plano superior tomam-se Causadores em vez de Efeitos.
As massas do povo são levadas para a frente; os desejos e as vontades dos outros são mais fortes que as vontades delas; a hereditariedade, a sugestão e outras causas exteriores movem-nas como se fossem peões no tabuleiro de xadrez da Vida. Mas os Mestres, elevando-se ao plano superior, dominam o seu gênio, caráter, suas qualidades, poderes, tão bem como os que o cercam e tornam-se Motores em vez de peões. Eles ajudam a jogar a criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem partida da vida, em vez de serem jogados e movidos por outras vontades e influências. Empregam o Princípio em lugar de serem seus instrumentos. Os Mestres obedecem à Causalidade do plano superior, mas ajudam a governar o nosso plano.
Neste preceito está condensado um tesouro do Conhecimento hermético: aprenda-o quem quiser.
7 - O Principio de Gênero
O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos.
~ O Caibalion
Este princípio encerra a verdade que o gênero é manifestado em tudo; que o princípio masculino e o princípio feminino sempre estão em ação. Isto é certo não só no Plano físico, mas também nos Planos mental e espiritual. No Plano físico este Princípio se manifesta como sexo, nos planos superiores toma formas superiores, mas é sempre o mesmo Princípio.
Nenhuma criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem este Princípio, A compreensão das suas leis poderá esclarecer muitos assuntos que deixaram perplexas as mentes dos homens.
O Princípio de Gênero opera sempre na direção da geração, regeneração e criação'. Todas as coisas e todas as pessoas contêm em si os dois Elementos deste grande Princípio.
Todas as coisas machos têm também o Elemento feminino; todas as coisas fêmeas têm o Elemento masculino. Se compreenderdes a filosofia da Criação, Geração e Regeneração mentais, podereis estudar e compreender este Princípio hermético. Ele contém a solução de muitos mistérios da Vida. Nós vos advertimos que este Princípio não tem relação alguma com as teorias e práticas luxuriosas, perniciosas e degradantes, que têm títulos empolgantes e fantásticos, e que nada mais são do que a prostituição do grande princípio natural de Gênero. Tais teorias, baseadas nas antigas formas infamantes do Falicismo, tendem a arruinar a mente, o corpo e a alma; e a Filosofia hermética sempre publicou notas severas contra estes preceitos que tendem à luxúria, depravação e perversão dos princípios da Natureza.
Se desejais tais ensinamentos podeis procurá-los noutra parte: o Hermetismo nada contém nestas linhas que sirva para vós. Para aquele que é puro, todas as coisas são puras; para os vis, todas as coisas são vis e baixas.
Fonte: M.S. Inc
O Caibalion - A Filosofia Hermética - Capítulo 1
Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento.
~ O Caibalion - Cap. 1 A FILOSOFIA HERMÉTICA
Do velho Egito saíram os preceitos fundamentais esotéricos e ocultos que tão fortemente têm influenciado as filosofias de todas as raças, nações e povos, por vários milhares de anos. O Egito, a terra das Pirâmides e da Esfinge, foi a pátria da Sabedoria secreta e dos Ensinamentos místicos. Todas as nações receberam dele a Doutrina secreta. A índia, a Pérsia, a, Caldéia, a Média, a China, o Japão, a Assíria, a antiga Grécia e Roma e outros países antigos aproveitaram lautamente dos fatos do conhecimento, que os hierofantes e Mestres da Terra de Isis tão francamente ministravam aos que estavam preparados para participar da grande abundância de preceitos místicos e ocultos, que as mentes superiores deste antigo país tinham continuamente condensado.
No antigo Egito viveram os grandes Adeptos e Mestres que nunca mais foram avantajados, e raras vezes foram igualados, nos séculos que se passaram desde o tempo do grande Hermes. No Egito estava estabelecida a maior das Lojas dos Místicos. Pelas portas dos seus Templos entraram os Neófitos que mais tarde, como Híerofantes, Adeptos e Mestres, se espalharam por todas as partes da terra, levando consigo o precioso conhecimento que possuíam, ansiosos e desejosos de ensiná-lo àqueles que estivessem preparados para recebê-lo. Todos os estudantes do Oculto conhecem a dívida que têm para com os veneráveis Mestres deste antigo país.
Mas entre estes Grandes Mestres do antigo Egito, existiu um que eles proclamavam como o Mestre dos Mestres. Este homem, se é que foi verdadeiramente um homem, viveu no Egito na mais remota antigüidade. Ele foi conhecido sob o nome de Hermes Trismegisto. Foi o pai da Ciência Oculta, o fundador da Astrologia, o descobridor da Alquimia. Os detalhes da sua vida se perderam devido ao imenso espaço de tempo, que é de milhares de anos, e apesar de muitos países antigos disputarem entre si a honra de ter sido a sua pátria. A data da sua existência no Egito, na sua última encarnação neste planeta, não é conhecida agora mas foi fixada nos primeiros tempos das mais remotas dinastias do Egito, muito antes do tempo de Moisés. As melhores autoridades consideram-no como contemporâneo de Abraão, e algumas tradições judaicas dizem claramente que Abraão adquiriu uma parte do seu conhecimento místico do próprio Hermes.
Depois de ter passado muitos anos da sua partida deste plano de existência (a tradição afirma que viveu trezentos anos) os egípcios deificaram Hermes e fizeram dele um dos seus deuses sob o nome de Thoth. Anos depois os povos da Antiga Grécia também o deificaram com o nome de "Hermes, o Deus da Sabedoria". Os egípcios reverenciaram por muitos séculos a sua memória, denominando-o o mensageiro dos Deuses, e ajuntando-lhe como distintivo o seu antigo título "Trismegisto", que significa o três vezes grande, o grande entre os grandes.
Em todos os países antigos, o nome de Hermes Trismegisto foi reverenciado, sendo esse nome considerado como sinônimo de "Fonte de Sabedoria".
Ainda em nossos dias empregamos o termo hermético no sentido de secreto, fechado de tal maneira que nada escapa, etc., pela razão que os discípulos de Hermes sempre observaram o princípio do segredo nos seus preceitos. Eles ignoravam aquele não lançar as pérolas aos porcos, mas conservavam o preceito de dar leite às crianças, e carne aos homens feitos, máximas que são familiares a todos os leitores das Escrituras Cristãs, mas que já eram usadas pelos egípcios, muitos séculos antes da era cristã. Os Preceitos herméticos estão espalhados em tocos os países e em todas as religiões, mas não pertencem a nenhuma seita religiosa particular. Isto acontece por causa das advertências feitas pelos antigos instrutores com o fim de evitar que a Doutrina Secreta fosse cristalizada em um credo. A sabedoria desta precaução é clara para todos os estudantes de história. O antigo ocultismo da índia e da Pérsia degenerou-se e perdeu-se completamente, porque os seus instrutores tornaram-se padres, e misturaram a teologia com a filosofia, vindo a ser, por conseqüência, o ocultismo da índia e da Pérsia, gradualmente perdido no meio das massas de religiões, superstições, cultos, credos e deuses. O mesmo aconteceu com a antiga Grécia e Roma e também com os Preceitos herméticos dos Gnósticos e Cristãos primitivos, que se perderam no tempo de Constantino, e que sufocaram a filosofia com o manto da teologia, fazendo assim a Igreja perder aquilo que era a sua verdadeira essência e espírito, e andar às cegas durante vários séculos, antes de tomar o seu verdadeiro caminho; porque todos os bons observadores deste vigésimo século dizem que a Igreja está lutando para voltar aos seus antigos ensinamentos místicos.
Apesar de tudo isso sempre existiram algumas almas fiéis que mantiveram viva a Chama, alimentando-a cuidadosamente e não deixando a sua luz se extinguir. E graças a estes firmes corações e intrépidas mentes, temos ainda conosco a verdade. Mas a maior parte desta não se acha nos livros. Tem sido transmitida de Mestre a Discípulo, de Iniciado a Hierofante, dos lábios aos ouvidos. Ainda que esteja escrita em toda parte, foi propositalmente velada com termos de alquimia e astrologia, de modo que só os que possuem a chave podem-na ler bem. Isto era necessário para evitar as perseguições dos teólogos da Idade Média que combatiam a Doutrina Secreta a ferro, fogo, pelourinho, forca e cruz.
Ainda atualmente só encontramos alguns valiosos livros de Filosofia hermética, apesar das numerosas referências feitas a ela nos vários livros escritos sobre diversas fases do Ocultismo. Contudo, a Filosofia hermética é a única Chave-Mestra que pode abrir todas as portas dos Ensinamentos Ocultos!
Nos primeiros tempos existiu uma compilação de certas Doutrinas básicas do Hermetismo, transmitida de mestre a discípulo, a qual era conhecida sob o nome de "Caibalion", cuja significação exata se perdeu durante vários séculos. Este ensinamento é, contudo, conhecido por vários homens a quem foi transmitido dos lábios aos ouvidos, desde muitos séculos.
Estes preceitos nunca foram escritos ou impressos até chegarem ao nosso conhecimento. Eram simplesmente uma coleção de máximas, preceitos e axiomas, não inteligíveis aos profanos, mas que eram prontamente entendidos pelos estudantes; e além disso, eram depois explicados e ampliados pelos Iniciados hermetistas aos seus Neófitos. Estes preceitos constituíam realmente os princípios básicos da Arte da Alquimia Hermética que, contrariamente ao que geralmente se crê, baseia-se no domínio das Forças Mentais, em vez de no domínio dos Elementos materiais; na Transmutação das Vibrações mentais em outras, em vez de na mudança de uma espécie de metal em outra. As lendas da Pedra Filosofal, que transformava qualquer metal em ouro, eram alegorias da Filosofia hermética perfeitamente entendidas por todos os estudantes do verdadeiro Hermetismo.
Neste livro, cuja primeira lição é esta, convidamos os estudantes a examinar os Preceitos herméticos tal como são expostos no Caibalion e explicados por nós, humildes estudantes desses Preceitos' que, apesar de termos o título de Iniciados, somos simples estudantes aos pés de Hermes, o Mestre. Nós lhes oferecemos muitos axiomas, máximas e preceitos do
Caibalion, acompanhados de explicações e comentários, que cremos servir para tornar os seus preceitos mais compreensíveis ao estudante moderno, principalmente porque o texto original é velado de propósito com termos obscuros.
As máximas, os axiomas e preceitos originais do Caibalion são impressos em tipo diferente do tipo geral da nossa obra. Esperamos que os estudantes a quem oferecemos esta obra, como possam tirar muito proveito do estudo das suas páginas como tiraram outros que passaram antes pelo Caminho do Adepto, nos séculos decorridos desde o tempo de Hermes Trismegisto, o Mestre dos Mestres, o Três Vezes Grande.
Diz o Caibalion:
Em qualquer lugar que estejam os vestígios do Mestre, os ouvidos daquele que estiver preparado para receber o seu Ensinamento se abrirão completamente.
Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, então vêm os lábios para os encher com Sabedoria.
De modo que, de acordo com o indicado, só dará atenção a este livro aquele que tiver uma preparação especial para receber os Preceitos que ele transmite. E, reciprocamente, quando o estudante estiver preparado para receber a verdade, também este livro lhe aparecerá. Esta é a Lei. O Princípio hermético de Causa e Efeito, no seu aspecto de Lei de Atração, levará os ouvidos para junto dos lábios e o livro para junto do discípulo. Assim são os átomos!
Fonte: M.S. Inc
Concentração Ritualistica
Concentração Ritualística
Como todo bruxo, sacerdote, mago, espiritualistas, enfim, todos temos de entrar durante certo período de tempo, no que eu chamo de "Concentração Ritualística".
Esta concentração na verdade é um retiro, onde você pode ficar 1, 2, 3, 4 meses ou o tempo que for preciso, sozinho (a).
Exatamente. É um tempo em que você irá se guardar ao máximo, um tempo gasto em estudos e rituais, para que você cresça.
Logo no começo não é preciso isso, pois no começo o bruxo estará estudando sobre tal, depois ele passa para a fase dos ritos e aí então para a faze da concentração, onde ele se tornará forte o suficiente para ser um sacerdote.
Isto ocorre com todos e com várias religiões.
Este tempo como dito é um tempo para estudos não exatamente sobre suas práticas, mas sim um estudo sobre você mesmo.
Não precisa ser praticantes ou estudantes de Ocultismo para praticar esta concentração, ela deve ser feita por todas as pessoas, seja ela a religião que for.
Tente se retirar por 30 dias.
Não saia pra rua, não fale com pessoas de fora de sua casa, não atenda telefone, não atenda o portão de sua casa, não saia de passeio com amigos ou familiares, evite se expor ao mundo lá fora, se retire completamente.
Aprenda a vive com você mesmo e seja livre.
-Lord Alukka
Como todo bruxo, sacerdote, mago, espiritualistas, enfim, todos temos de entrar durante certo período de tempo, no que eu chamo de "Concentração Ritualística".
Esta concentração na verdade é um retiro, onde você pode ficar 1, 2, 3, 4 meses ou o tempo que for preciso, sozinho (a).
Exatamente. É um tempo em que você irá se guardar ao máximo, um tempo gasto em estudos e rituais, para que você cresça.
Logo no começo não é preciso isso, pois no começo o bruxo estará estudando sobre tal, depois ele passa para a fase dos ritos e aí então para a faze da concentração, onde ele se tornará forte o suficiente para ser um sacerdote.
Isto ocorre com todos e com várias religiões.
Este tempo como dito é um tempo para estudos não exatamente sobre suas práticas, mas sim um estudo sobre você mesmo.
Não precisa ser praticantes ou estudantes de Ocultismo para praticar esta concentração, ela deve ser feita por todas as pessoas, seja ela a religião que for.
Tente se retirar por 30 dias.
Não saia pra rua, não fale com pessoas de fora de sua casa, não atenda telefone, não atenda o portão de sua casa, não saia de passeio com amigos ou familiares, evite se expor ao mundo lá fora, se retire completamente.
Aprenda a vive com você mesmo e seja livre.
-Lord Alukka
O Vampirismo na Thelema
O Vampirismo na Thelema
" O melhor sangue é o da lua, mensal: então o sangue fresco de uma criança, ou pingando da hóstia do céu: então de inimigos; então de um sacerdote ou dos adoradores" - AL III;24
Filosoficamente, a Thelema e o Vampirismo, pregam a liberdade do individuo, e reconhecem a natureza como o que ela é; existe Lobo e Cordeiro.E não há nada de errado nisso, segundo essas filosofias, já que o ser humano, tem tanto direito de gostar de coordenar como também de servir. A Thelema reconhece que existem pessoas que são escravos naturais, e que servir é, a verdadeira vontade dessas pessoas. E não há nada de errado com isso. A relação entre 'Senhor/Escravo' longe das praticas de sadomasoquismo é, uma realidade visível em todo universo humano. As duas filosofias reconhecem isso, e as duas pregam sobre a Alegria do Mundo, ser a Lei da Força.
Partindo da premissa de que o vampirismo é, trabalhar com Sangue/Força Vital em prol a conquistar objetivos, e a Thelema, além de uma filosofia pessoal, é uma doutrina mística de magia sexual, entre claramente a ligação entre os dois; O Sangue Branco, o Sêmen. De toda força do corpo humano, ele sempre se destacou junto ao sangue, ao qual desenvolveu um aspecto supersticioso. Para formar seu elixir Rubro, Crowley abusava de sangue menstrual, fluidos vaginais e sêmen para absorção de fortalecimento do corpo e mente, e desenvolvimento das suas praticas.
O vampirismo hoje em dia está intimamente ligado a Doutrina do Sonho, porem, antes dessa tradição, ele era um meio de potencializar a magia. Uma pratica perigosa, descrita por Crowley como 'um método não totalmente inapropriado aludir', o que descreve subliminarmente que, era algo útil e até mesmo recomendável para quem tinha interesse em potencializar suas praticas.
Como isso ?
Em seu entusiasmo energizado Crowley, descreve três métodos de energização corporal, já que, a energia é a base do processo. Para aqueles que gostam de um atalho, o vampirismo fornecia um caminho poderoso - o mago drenaria força vital e concentraria sobre seus chackras sexuais, ampliando dessa maneira, seu vigor sexual e a quantidade de energia que que seu orgasmo iria liberar. Não muito longe, após o coito, o vampirismo iria assassinar o cansaço e dissolver o seu cadáver em acido sulfúrico.
Além do poder orgásmico, o vampirismo iria dar uma outra força para seus trabalhos.
A criação de elementais/formas-pensamento é uma pratica poderosa dentro de magick. O elemental pode ser programado para se alimentar de outrem, a ponto de leva-lo á morte em pouco tempo. Longe de colaborar com potenciais psicóticos, a alusão do método, de criação é simples, podendo ser encontrada em outros textos dentro do MS.
Porém, quando você drena vitalidade de alguém, você pode direcionar essa vitalidade para um objetivo. Ou para um elemental. Através da concentração sobre a base material, ou sobre a imagem mental, logo após uma boa refeição, o vampiro fará fluir toda aquela energia absorvida para o elemental. Para os praticantes mais avançados, eis a nitroglicerina em mãos.
Os fluidos sexuais, tão consagrados na Thelema, carregam uma vitalidade abundante, ao qual alguns praticantes vampíricos não resistem em absorver. Seja por fetichismo ou por magick, ou por um pouco de cada, eles se tornam uma base fecunda pra energização corporal ou lendas suburbanas um método de rejuvenescimento seja corporal ou espiritual, diga-se de passagem que, a vitalidade em si, é inerte, porém, quando absorvida mentalizando um propósito ela novamente se torna letal.
E quando o assunto se torna divindades, o Vampirismo nos traz os Deuses Mortos Vivos, e a Thelema, a Grande Babalon;
"E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher assentada sobre uma besta de cor de escarlate, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e adornada com ouro, e pedras preciosas e pérolas; e tinha na sua mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição; E na sua testa estava escrito o nome: "Mistério, a grande babilônia, a mãe das prostituições e abominações da terra". E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração."(Apocalipse de São João 17:3-6)
O cunho religioso, de adoração aos Deuses Mortos Vivos, dentro do Vampirismo, e sua entrega do Vampiro á Eles, dentro da Thelema é visto como a Taça das Abominações. Babalon, em sua essência é uma Deusa tão vampírica quanto Lilith. Babalon carrega em sua essência o verdadeiro significado do vampirismo.
Em alguns trechos Crowley cita;
"Deixa-o olhar para a taça onde está misturado o sangue, pois o vinho da taça é o sangue dos santos. Glória à Mulher Escarlate, Babalon, Mãe das Abominações, que cavalga a Besta, pois ela derramou seu sangue em todos os cantos da terra e eis! Porém ela o misturou na taça de sua prostituição."
Alguns Thelemitas logo irão refutar dizendo que 'esse trecho é apenas uma metáfora, quando o adepto dissolve seu ego/sangue na Taça do Amor Universal/Babalon'. É um conceito firme dentro deles, de que a coisa não pode ser vista por outro angulo. Observar tudo apenas pela cabeça do Crowley, ou pelos seus escritos espalhados pela internet é no mínimo, uma tentativa de assassinar seu próprio raciocínio. Mas focando no contexto, desse trecho, observa-se a pratica de vampirismo, aonde o Santo, o Sangue do Santo, o Santo do Cordeiro, é a bebida do Impuro, do Bestial, do Lobo. Novamente se observa que a pratica vampírica de Receber e Doar Sangue, é vista quando ele cita o derramamento do Seu Sangue/Conhecimento/Essência por todos os cantos da Terra.
" E por ter-se feito Serva de todos, de tudo tornou-se Senhora."
Pois ela se rendeu a tudo e por ter sido serva de todos, se tornou Senhora de Tudo.Novamente, a base da Filosofia Thelemica/Vampírica é mostrada aqui. A relação entre Mestre e Escravo, o contraste do Universo é definido nessas palavras. O mito do vampiro, o força beber sangue de outrem e depois dar algumas gotas, para que um novo vampiro nasça sendo Servo, daquele que o Criou.
Os Mortos Vivos e os Vampiros Vivos mantem a mesma relação - uma troca energética é feita entre os Vivos e Mortos para que, e um se torna parte do outro, sendo que o Forte domina o fraco, ainda que essa situação possa ser revertida. Como Babalon que se rendeu a tudo para depois dominar, o Vampiro se entrega ao Corpo de Sangue, a Família dos Mortos Vivos, para depois Tornar-se Uno, com aquilo que serviu.
Finalizo o texto com uma citação interessante do Crowley, "Eu não quero ser pai da multidão, um fetiche de tolos ou fanáticos, o fundador de uma Fé onde os seguidores, se contentam com o eco das minhas opiniões. Eu quero que cada homem trace seu próprio caminho na Selva". Levando em conta que o Caminho é Individual e que cada um vai se aplicar as inclinações de sua natureza, cria-se sim, uma alquimia entre a Thelema e o Vampirismo. Pro desespero dos Thelemitas fanáticos.Pro prazer daqueles que se abrem para Novos Mundos.
Os primeiros Vampiros
Os primeiros Vampiros
Existem lendas sobre o vampirismo desde 125 D.C. aproximadamente; uma das primeiras histórias foram encontradas na Mitologia Grega. Porém a palavra Upir (palavra que derivou o "vampiro"), tem registros de 1047, num documento para um príncipe Russo, chamado "Upir Lichy" ou "Vampiro maldoso". Lendas vampirescas se originaram no Leste da Europa e foram transportadas por caravanas pelo oeste e em rumo ao Mediterrâneo.
De lá, a história se expandiu até as áreas eslavas e Cárpatos. Os eslavos apresentaram a figura do vampiro ao resto do mundo. Após a "cristianização" a lenda do vampiro ainda sobreviveu como um mito, carregada por ciganos, que migraram à Transivânia, logo depois do nascimento de Vlad Drácula, em 1431. O vampiro, dizia a lenda, possuía um espirito de uma pessoa morta, que havia sido bruxa, assassino ou suicida. Vampiros eram criaturas temidas, pois eram podiam se passar por pessoas normais; as únicas diferenças eram o fato de eles não terem sombra ou reflexo no espelho. Eles poderiam mudar sua forma para um morcego, o que os fazia impossíveis de serem capturados. Durante o dia, eles dormiriam em caixões, para se protegerem do sol, que lhes era fatal.
A noite, beberiam o sangue de mortais para se alimentarem. Um dos métodos mais comuns era se transformar em morcego e voar pelas janelas abertas, a procura de um pescoço distraído. Eles jamais entravam em uma casa se não fossem convidados, mas uma vez chamados, eles poderiam entrar sempre que quisessem.
O vampiro eslavo não era perigoso apenas porque matava pessoas (afinal, muitos humanos fazem isso!), mas porque, suas vítimas se transformavam em vampiros após mortas. O vampiros eram imortais; apenas alguns métodos poderiam destruí-los. A estaca no coração ou separar a cabeça do corpo eram os únicos métodos conhecidos.
Apêndice retirado da GRANDE ENCICLOPÉDIA PORTUGUESA E BRASILEIRA, Volume XXXIV
Vampiro, (Do alem. Vampir - eslavónio ou sérvio upir, pelo fr. vampire).
Espectro, espírito ou "alma do outro mundo" que segundo a crendice popular, vai durante a noite sugar os sangue dos vivos até lhe causar, pouco a pouco, a morte por inanição. Outras vezes, não é já o espírito do defunto, mas sim um duplo do seu próprio cadáver que, tornando-se visível, aparece atacando as pessoas para as estrangular e em seguida chupar-lhes o sangue.
Desconhece-se a verdadeira etimologia da palavra "vampiro" que na sua forma vampir é invariável nos idiomas magiar, russo, polaco, checo, sérvio e búlgaro, atestando assim possivelmente a sua origem eslava, sendo digno de registro o fato de serem exatamente os povos eslavos e balcânicos, os que manifestam uma mais arraigada crença na existência de vampiros. Os turcos dão-lhe o nome de uber que significa feiticeiro, sendo por isso alguns etimologistas de opinião de que é esta a origem da palavra. O vampiro é, em geral, um indivíduo que morreu prematuramente ou cuja existência no "outro mundo" é malfadada, podendo, também ter sido em vida um feiticeiro, ou ainda uma pessoa de maus instintos e funesta à sociedade. Assim, a sua alma, o mesmo o seu próprio cadáver, reanimado pelo seu espírito, ou por um demônio, volta a este mundo, que não deseja abandonar. Para obter esse propósito, e conservar para isso a sua vitalidade, apropria-se da existência de um ser vivo, privando-o de um órgão físico essencial ou do seu sangue, considerado universalmente como o verdadeiro veículo da alma e da vida. A origem do vampirismo perde-se na noite dos tempos e a sua crença encontra-se espalhada por todo o mundo. Taylor na sua obra Primitive Culture, trad. francesa vol. II pag 249 e seg., Paris 1878 diz:
"As massas populares mais ignorantes, ao verem que certas pessoas se definhavam sem causa aparente e iam, dia a dia, perdendo as suas forças, com manifesta falta de sangue, procuraram explicar a causa desse mal como sendo o ataque de demônios ou de espíritos maléficos que, pouco a pouco, iam devorando a alma da vítima ou o seu coração, ou ainda chupavam o seu sangue até lhe causar a morte."
Tal era possivelmente, a maneira como esses povos de tempos idos explicavam, na sua ignorância, diversos estados de caquexia e marasmo, de tuberculose, da anemia, das carências de cancro, etc. A crença nos vampiros, nos gholes e nos lamies, que pertenciam ao mesmo gênero de espectros, faz parte desses tempos imemoriais, das superstições mais espalhadas entre os árabes, os gregos e todo o Oriente.
Nos contos As Mil e Uma Noites, assim como em muitas outras narrativas árabes, aparece a crença nos vampiros, e até mesmo atualmente, esta crença em certas partes da Arábia e na Grécia moderna , constitui um verdadeiro terror, o mesmo sucedendo entre certos camponeses mais ignorantes dos países do norte do Bálcãs, na Hungria e em toda a Europa Central. Entre esses povos citam-se histórias de vampiros que datam do séc X, atacando os seres vivos, ou como os lobisomens, comendo-lhes a carne e bebendo-lhes o sangue. Os gregos davam-lhe também o nome de brucolacos ou urucolacos, considerando-os espíritos excomungados cujo cadáver, não podendo corromper-se no túmulo, voltava em espectro ou em corpo a este mundo para se alimentar com o sangue dos vivos, infestando as populações e maltratando os animais domésticos, especialmente os cavalos. Leon Allatius, escrevia no séc. XVI, com grande cópia e pormenores, afirmando que os habitantes da ilha de Chio não respondiam se não quando o chamavam duas vezes, porque estavam persuadidos de que os vampiros não podiam chamá-los mais do que uma vez; Acreditavam também que quando um vampiro chama uma pessoa viva, e esta lhe responde, o espectro desaparece, mas a pessoa morre ao cabo de alguns dias com o sangue chupado. O mesmo diz os habitantes da Boêmia e da Morávia acerca dos vampiros. Superstições análogas registram-se na Polinésia, Melanésia Indonésia na Índia e entre várias tribos africanas e sul-americanas. Na China, os cadáveres suspeitos de se tornarem vampiros eram expostos ao ar livre para se decomporem antes de serem inumados ou; outras vezes eram incinerados.
Em pleno séc. XVIII uma verdadeira onda de terror motivada por vampiros, espalhou-se pela Lorena, Prússia, Silésia, Polônia, Morávia, Áustria, Rússia, Boêmia e todo o norte da Europa. Essa superstição, não penetrou porém em França nem em Inglaterra, devido talvez, à influência intelectual, então exercida pelos grandes filósofos desse século. Na Hungria, o vampirismo, provocou por essa época, uma verdadeira epidemia de pavor. Os jornais que se publicavam na França e na Holanda nos anos de 1693 e 1694, escreviam, que estavam aparecendo muitos vampiros na Polônia e sobretudo na Rússia.
O Mercure Galante, que então se publicava em Paris, afirmava que era uma opinião espalhada entre as populações desses países, que os vampiros apareciam entre o meio dia e a meia noite e que sugavam o sangue dos homens e dos animais com tal avidez, que freqüentes vezes lhes saia pela boca, pelas narinas e pelos ouvidos, e que os seus cadáveres chegavam por isso a nadar no sangue espalhado nos caixões. A notícia acrescentava que estes vampiros eram insaciáveis, comiam as roupas de que haviam sido revestidos os seus corpos, saíam dos seus túmulos e ia de noite abraçar violentamente parentes e amigos, a quem sugava o sangue apertando-lhes a garganta para impedir que gritassem. As pessoas que eram sugadas dessa maneira morriam sempre passados alguns dias. Esse vampirismo ocorria sempre fora das cidades, porque os vampiros não entram em povoações. O remédio aconselhado para pôr cobro a tal perigo, consistia em abrir o caixão da pessoa suspeita de praticar vampirismo, cortar a cabeça do cadáver e perfurar-lhe o coração. O cadáver era sempre encontrado incorrupto, flexível aparentando um aspecto tão saudável como se estivesse vivo. Como dele saía sempre grande quantidade de sangue, muitos dos executantes misturavam este sangue com farinha para fazer pão, que uma vez ingerido lhe garantia para todo o sempre. Outros comiam a terra das suas covas para se livrarem deles.
A epidemia de vampirismo durante o séc. XVIII na Hungria tomou tal incremento que o rei, dizem as notícias da época, resolveu nomear uma comissão para estudar o "fenômeno". O processo de cortar a cabeça e furar com estilete o coração do cadáver suspeito de originar vampirismo, alastrou-se por muitos países e este costume chegou a ser proibido em Inglaterra pela lei de 1824. Noutros países era costume decepar o cadáver colocando-lhe depois de cabeça decepada entre os joelhos. Isto se praticava principalmente com os assassinos, cujas almas vinham sempre, passado pouco tempo, atormentar os vivos. Outras vezes, o cadáver era reduzido a cinzas, havendo o cuidado de deitar no fogo todo o animal vivo que se encontrava em torno da fogueira, como pássaros, vermes, répteis, insetos, etc., com receio que o vampiro se encarnasse algum deles e assim pudesse tornar a empreender a sua obra destruidora. Na Bulgária era comum a crença de que a melhor maneira de exterminar um vampiro consistia em pedir a um feiticeiro que, por intermédio de um exorcismo, de que só ele era conhecedor, e empunhando a imagem de um santo, ordenasse ao vampiro que entrasse em uma garrafa cheia com sangue. Uma vez dentro dela, a garrafa deveria imediatamente ser atirada para uma fogueira ateada previamente. Outro aspecto do vampirismo, digno de nota pela sua extravagância, era a crença de que o vampiro voltava a este mundo para ter relações sexuais com a sua viúva ou qualquer outra mulher. Poderá localizar-se esta crença na antiga lenda grega referindo-se à jovem Filinnion, que, depois de morta, foi encontrada com o seu amante Machates, quando dele se despedia já de madrugada; ou ainda, como uma outra versão das crenças medievais associando a idéia de vampiro com a dos súcubos ou íncubus, simbolizando desta maneira a ação do demônio erótico, que vem durante a noite debilitar as forças humanas com os seus incentivos. A origem da crença no vampirismo provém, possivelmente, da idéia presente em todos os povos desde os tempos pré-históricos de que os cadáveres se alimentam como se fossem seres viventes.
A arqueologia mostra que desde tempos imemoriais, era uso colocar alimentos nos túmulos dos defuntos, Para que assim não perecessem à míngua. Esta idéia aliada à existência em épocas remotas de algum animal semelhante ao atual morcego americano a que os zoólogos, por associação de idéias, dão o nome de vampiro, gerou a lenda de que o vampiro é um espectro que se alimenta com o sangue de seres vivos. A esta superstição acresceu o fato de alguns cadáveres ao serem exumados, se apresentarem incorruptos e logo as massas mais ignorantes, numa época em que a ciência não tinha elementos para explicar tais fatos, acrescentaram que esses cadáveres apareciam nadando no sangue que tinham sugado às pessoas vivas para assim poderem evitar a sua putrefação. Vários literatos usaram a superstição do vampirismo nos seus romances e novelas.
Byron dedicou-lhe uma passagem na sua obra The Giaour tendo escrito: <>. (Nota 38) Hoffman num dos seus contos, intitulado: Os Irmãos Serapiões, refere-se também ao vampirismo e Teófilo Gautier fez dessa superstição o assunto de La Morte Amoureuse, bem como o escritor J. S. Le Fanu, num episódio de Green Tea. Quem porém tratou o assunto com mais pormenores foi Bram Stoker no seu trabalho Drácula (Londres, 1897), obra onde se encontra condensado tudo o que se refere ao vampirismo numa ação que decorre na Transilvânia. Bibliografia: J. C. Lanson, Modern Greek Folk Lore and Ancient Greek Religion, Cambridge, 1910; J. Machal, Slavic Mithology, Boston, 1918; A. Calmet, Traité sur les Aparitions des Espirits et sur les Vampires, Paris, 1851; S. Hock, Die Vampyrsagen und ihre Verwertung in der Deutschen Literatur, Berlim, 1900; Dudley Wright, Vampires and Vampirism, Londres, 1914; Dissertations sur les Aparitions des Anges, des Démons, des Éspirits et sur les Revenants et Vampires, Paris, 1746; Lettres Juives. Nouvel Edition, Paris , 1738; Philosophicae Chistianae Cogitationes de Vampiriis à Joanne Christophore Herenbergio Gerolforliste, 1773; Pitton de Tournefort, Voyadu Levant, Amsterdão, 1718; Collin de Plancy, Dictionaire Infernal; Vampires, Tom. IV, p. 513; Paris, 1826; etc.
Fonte: M.S. Inc
Mecanismo do Vampirismo
Mecanismo do Vampirismo
Após a leitura dos ensaios anteriores, o novato Vampiro já deve ter compreendido muito do considero como “teoria básica” para entender como o Vampirismo de fato funciona, ou melhor, compreender os mecanismos que estão por trás de tão obscura arte.
Vamos passar agora a uma análise ainda teórica do que envolve a prática do Vampirismo e o desenvolvimento dos poderes relacionados ao Vampiro.
Como já dito, existe a condição de Vampirismo, ou seja, aquela advinda com a nascença em que o organismo não consegue através da alimentação costumeira obter toda a vitalidade que necessita, tendo tal organismo a capacidade de obter energia vital de outros meios, os mais comuns através do psiquismo.
Existe ainda aqueles que decidem por torna-se Vampiros, ou seja, por vontade e não por necessidade, desejam praticar o Vampirismo, a arte da tomada de energia vital de outras pessoas para seus mais variados fins.
Tendo entendido o que é a Energia Vital, noções básicas de como funciona nossa psique e o que basicamente é o Vampirismo, vamos compreende-lo agora sob tal ponto de vista teórico o porque alguém desejaria praticar Vampirismo por vontade e não necessidade, o que está por trás do Vampirismo e também de forma breve sobre o desenvolvimento dos poderes do Vampiro Tradicional.
Vampirismo é a tomada de energia vital de um ser em prol do Vampiro, básico e o aluno já sabe disso.
Já tendo lido os ensaios anteriores (que é de vital importância para entender o que segue), o novato já deve ter entendido portanto que o Vampirismo nada mais é do que uma das disciplinas ligadas a Manipulação de Energia, é um modo de manipular a energia.
Portanto Vampirismo nada mais passa que um tipo refinado de Manipulação de Energia para um fim próprio.
Logo é claro que para o novato possa desenvolver o Vampirismo, ou seja a capacidade de drenar a energia vital de outras pessoas, este tem que aprender antes de mais nada a manipular energia.
Manipular Energia não vai lhe trazer apenas o benefício do Vampirismo, mas também lhe abrirá as portas para todo um leque de habilidades e poderes oriundos de tal prática, como a manipulação de pessoas e sentimentos, telepatia, empatia, dentre outros.
Aqui alertamos que o novato deve ter calma, pois gradualmente iremos junto com o leitor desenvolvendo tais habilidades, dando sua explicação teórica e práticas que irão auxilia-lo a controlar tal poder.
Manipulação de Energia, ao menos da Energia Vital, que é a que nos interessa se dá através do uso da Psique (já analisada em capítulos anteriores), ou seja pela canalização da vontade através da visualização (ou através dos sentidos da alma).
Portanto, aprender a manipular energia envolve também entender os processos da psique e desenvolver seu potencial latente, ou seja, despertar seus sentidos, inabilitados na maioria dos humanos, para que assim possamos usar os poderes oriundos da psique e manipularmos energia.
Despertando nossas capacidades psíquicas e aprendendo a manipularmos energia temos um maravilhoso mundo novo.
Vampirismo é manipular a energia vital do outro para que venha até nós, é efetuar a drenagem ou alimentação dos Vampiros.
Do mesmo modo podemos enviar energia a outros, para ceder-lhes vitalidade e força, ou ajudar em processos curativos (ou usa-los em nós mesmos).
Podemos ainda usar a energia para criar “efeitos” como o já narrado da dor de cabeça. Podemos enviar energia com “comandos” para que nossa vontade ganhe a vida nela contida e ocorra de fato.
O centro portanto de nosso desenvolvimento envolve a evolução constante de nossos sentidos astrais (psíquicos), bem como na manipulação de energia.
Acredito que com a bagagem teórica aprendida ao longo dessas páginas, estamos aptos a começar a prática em si.
Uma Visão realista do Vampirismo
Uma Visão realista do Vampirismo
(Projeto: Sukkubi)
Introdução
A retirada de força vital é a base daquilo que chamamos de Vampirismo. O Vampirismo, para muitos é visto como religião, filosofia ou apenas uma prática de ‘magia negra’, aqui será apresentado de várias maneiras.
Não procuro usar nada de nenhuma ordem especifica, visto que, o estudo me levou ao Contato direto com os Ancestrais, e, portanto um conhecimento muito peculiar com os mesmos.
Influenciado diretamente pela filosofia Satânica de LaVey, por trabalhos do Óbito, Morbitvs Vividvs, Aleister Crowley, Michael W.Ford, eu procuro apresentar de uma forma prática, e realista a prática do Vampirismo. Não busco nem quero, promover lifestylers, sub-culturas e afins. Não somos filmes, não procuramos o ‘herói trágico’, muito menos o ‘sofredor, vitima de carência energética. ’
Isso é tolice, e numa palavra, desnecessário. Não busco, nem quero promover fantasias na mente alheia.
Esse trabalho visa apresentar o Vampirismo, e diversas práticas usadas por mim em meu estudo do mesmo. Numa perspectiva onde o Vampiro se torna uma identidade mental, embora, receio a banalização, e conseqüente ridicularizarão do mesmo assunto, vejo que ainda terá aqueles que utilizarão o que aqui está escrito e farão disto uma base para ir dentro deste Caminho.
A todos Eu desejo Sorte.
-Inkubus King
Sobre certo Outro Método de Magia, Não Incluído na Instrução da O.T.O.
Pode não ser de todo inapropriado aludir a um método de vampirismo, normalmente praticado.
O vampiro seleciona a vítima, robusta e vigorosa, como deve ser e com a intenção Mágica de transferir toda aquela força para si exaure a caça através de uso apropriado do corpo, mais comumente a boca, sem que ele próprio entre de qualquer outro modo no assunto. Alguns pensam que isto é de natureza de magia negra.
A exaustão deve ser completa, se o trabalho for executado com perícia, uns poucos minutos serão suficientes para produzir um estado que lembra, e que não está longe de ser, coma.
Os experientes podem levar esta prática até o ponto da morte da vítima logo não meramente obtendo a força física, mas aprisionando e escravizando a alma. A alma então serve como um espírito familiar.
Aleister Crowley, Rituais Documentos e a Magia Sexual da OTO.
A Existência
Sem fantasias, falando diretamente, o Vampiro é o alguém que abandona sua condição, suas crenças, deveres, obrigações como Ser Humano, e toma uma atitude predatória. Como um gato, é sutil, rápido, e independente. Um mago dedicado á transcender suas amarras á sociedade humana, e usá-las á seu favor.
Ele é o seu próprio Deus. E como todos os deuses antigos, alimentados pela força vital humana, ele também se alimenta da mesma. Isso fortalece sua saúde. Isso amplia seus poderes psíquicos. A Força Vital, o chi, ki, prana, essência vital, fluido vital, é o nosso vigor, vitalidade e em certo nível, nossa força física também.
É a energia que faz a Magia.
A atitude de adquirir esta identidade necessita de reflexão, sobre tudo, absolutamente tudo que tem em nossa mente, que nos mantém passivos e contidos. É à hora de a Serpente, a hora de começar a se transformar. Preste atenção no seu andar, no seu falar, no seu modo de agir, em como você é por um todo.
Recrie-se.
Pense, aja, sinta, como um predador. Como um Rei. Coloque-se no centro do Universo. Aja como tal. Não buscamos deuses externos, mas reavivar o Deus que habita em Ti. Olhe-se e venere-se. Venere seu corpo, sua face, seu sexo. Seja sagrado. Seja majestoso. Seja sutil. Acima de tudo, Seja predador.
Escolha o Agora para se fortalecer, o Agora para mudar sua atitude com o mundo em si. Está na hora de se entregar á um novo Eu, uma nova perspectiva do seu Ser e da Sua vida.
Um novo papel nesse teatro. Seja Deus.
O que na teoria é simples, na prática nos leva uma analise profunda de si próprio e um novo parâmetro de atitude com o Mundo. Chega de pessimismo, depressão, fraqueza. Isso só gasta sua força, além de não lhe ajudar em nada.
Vença. Seja vencedor. Estabeleça suas próprias metas e faça disso uma forma de viver. Para o Vampiro, o universo é um tabuleiro, e ele um jogador. E como todo jogo, exige o uso da Razão, lógica, ao invés da emoção. Como já disse um filósofo, “A vida é uma comédia para os que pensam e uma tragédia para os que sentem” (Horace Walpole), pense e acima de tudo aja. Como um leão. Como um jogador. Como um Vencedor.
Como disse Anton, o vampirismo é êxtase. E dentro desse caminho, somente os que se aceitarem a verdade da existência, a Lei do Forte, a fraqueza humana, a verdade da morte, o hedonismo como sua própria lei, terá a vitória.
A morte, do corpo astral pode ser evitada. Nossa consciência habita nele. Nosso real ser, está nesse corpo. Ele é constituído de força vital, e cabe o vampiro, imortalizar esse corpo, através da retirada de força vital de outros corpos.
No nível físico, alem de fortalecer o magnetismo pessoal, o encanto pessoal, ele fortalece o corpo físico e pode ser utilizado como um substituto do alimento físico, durante alguns períodos.
Em nível mental, ela clareia a mente, ajuda utilizar à lógica e a razão, fortalece as nossas faculdades mentais.
No nível astral, ela ajuda a ter consciência completa nos sonhos lúcidos e na projeção astral. Desenvolve nossa intuição, nossa sensibilidade, alem de poderes astrais latentes.
Ela também pode ser canalizada para adquirir algum objetivo.
Voltando ao foco desse texto, seja Vampiro. Calcule, use tudo e todos á sua volta para adquirir seu objetivo. Acima de tudo, suas armas são os olhos e a boca. Em primeiro lugar tenha como objetivo maior, o melhorar a sua vida. Prosperar materialmente. Essa mente simplória humana, costuma se focar em objetivos pequenos, quando esquece que o mundo é material.
O Mundo é material. O mundo é dinheiro. Ninguém é tolo de negar isso, mas poucos são corajosos para ir em busca disso.
A atitude humana de ‘deixar a vida me levar’, o leva a um fracasso constante, e necessidade constante. A vida é um jogo. Como Vampiro Trace suas metas, seus objetivos, veja aquilo que é útil e o que é inútil. Separe-os. Use tudo, qualquer artifício para obter o que deseja.
Seja inteligente o suficiente para que seus ganhos sejam seguros e concretos. Não seja tolo de se enfraquecer, ou buscar artifícios para ter algo, quando o risco é grande. Não existe crime perfeito, porém á sempre uma maneira de incriminar outro.
O Vampiro, em sua vida, vai alem da fantasia e busca o que realmente interessa na vida humana; prosperidade. Vitória. Só irão perder aqueles que temem vencer, aqueles que temem ir adiante, aqueles que temem.
Olhe pro tabuleiro da tua vida agora. Veja-se como um monarca. Agora visualize seus objetivos. Agora seja um verdadeiro predador, um verdadeiro caçador em busca deles.
Essa é a verdadeira existência de um Vampiro. A busca pelo melhor. A busca pelo maior.
Os Ancestrais
Somos antigos. Nossa família tem milênios, nossos segredos são profundos. E são revelados, conforme a lealdade e a ligação que fortalecemos quando comungamos com Eles. São Vampiros Antigos que vivem numa outra realidade Astral. Eles são Deuses, que se alimentam da Humanidade e usam seu poder sobre os humanos.
Os Ancestrais são, e sempre serão, e sempre estarão entre nós. O Vampiro que se alinha com eles aprende diretamente a sua magia, seus ensinamentos, e quando falecer, se une a Eles.
Para o Vampiro, ver os Ancestrais como parte do caminho, mas não o caminho em si é fundamental. Muito alem daquilo que os humanos crêem no ‘invisível’, Eles aparecem.
Eles se materializam.
Os deuses antigos se unem aos vampiros vivos e os guiam em sua jornada. Seu preço é a lealdade e o segredo. Seu beneficio é a força e o conhecimento.
Uma transformação do seu Ser é um pilar no Vampirismo. E Eles sustentam esse pilar.
Os procure na escuridão. Os procure no deserto, numa praia vazia, em algum lugar aberto, para entrar em contato inicial, e em um quarto fechado mais adiante.
Os procure, depois Eles irão atrás de você.
A Mente Vampírica
O Vampiro deve manter-se calmo, e ele procura estar assim. Mantendo-se calmo, ele retém a força vital e ajuda ela se acumular dentro de si. Alem do fato da maior parte dos humanos agirem emocionalmente, o que os levam ao fracasso em maior parte de suas ações.
Os vampiros buscam se tornar uma fortaleza mental e emocional.
Preste atenção nas suas palavras, nas suas atitudes, na sua expressão. No inicio é complicado, mas aos poucos se torna inconsciente. Você se corrige o tempo todo e acaba se aperfeiçoando.
Utilize de auto-sugestões, abuse delas para doutrinar sua mente, incitar e manter novos hábitos, atitudes, visões. Utilize de tudo que aqui contem.
O Vampiro é reconhecido pela mente. Não por fangs, roupas e afins. É a nossa mente, a nossa consciência, que deve ser mudada. Ela é a Base de tudo. Não se apegue a aparências, nem á ‘Lestat’ fantásticos da Web. Sua mente, seu espírito, que é a base real de tudo.
Se ele não for mudado, você será um Drácula de carnaval.
Para tal, praticas vão ser apresentadas, para que o iniciante adquira autocontrole e força interior.
Como diz no Chi Chung:
"O espírito controla a mente,
A mente comanda a energia
E a energia gera a força."
Pratique isso diariamente.
Meditação
Sente-se e preste atenção na sua respiração. Fique de coluna ereta, não apoiada em nada. Concentre total atenção na sua respiração. Isso acalmará seu espírito, fortalecerá sua mente, e tua saúde física será beneficiada.
Conforme o progresso nesses exercícios, você se sentirá mais disposto, e mais calmo, cada dia melhor consigo e com o mundo. Você também começará a acumular mais energia e assim beneficiando teu corpo físico.
Facilitará também a projeção astral mais adiante, os sonhos lúcidos, sua concentração, disciplina, beneficiará sua sensibilidade física e astral, o ajudará na comunicação por telepatia com os Deuses Antigos. Mais adiante, na Fusão do seu Astral com O Deles.
Mas isso fica alem deste tomo.
A Força Vital
O vampiro se alimenta da força vital, e como já foi explicado isso o beneficia de muitas maneiras. Essa força, vigor, vitalidade, vida, nos dá e nos mantém cada vez melhores.
Os vampiros antigos se alimentavam se sangue humano. Comiam a carne humana. O Canibalismo foi amplamente praticado em diversas culturas, e o ato de comer a carne do inimigo, de beber o sangue do mesmo era igual á fundir a força dele em si. Isso é a mais clara forma de vampirismo em nossa história.
Conforme a evolução do rebanho humano, o vampiro também evoluiu, de suas praticas rústicas, ele percebeu que poderia retirar a vida humana pelo respirar.
É uma técnica simples aonde ele inala a energia vital do humano junto com o ar.
Em seu livro, Psychic Vampire Codex, Michelle Belanger apresenta uma técnica;
“Nós atraímos energia no respirar: esta é uma técnica controlada de respiração que usa muito mais que nossos pulmões. Até mesmo quando o foco primário é nossas mãos ou, se nosso objetivo é esta afastado fisicamente de nós, esta respiração ajuda a focalizar nossa entrada de energia. É uma inalação lenta, contínua, quase como fumar um cigarro. Se feito corretamente, parecerá que você está inspirando além da capacidade de seus pulmões. Como a respiração, a energia é drenada, enquanto nos enchemos de vida e vitalidade. Você sentirá, como uma pressa, esparramada por você, enquanto formigando até seus dedos das mãos e dos pés.”
Conforme a pratica, fica mais e mais simples o vampiro retirar a força vital humana. Conforme a pratica da meditação ele vai acumulando mais força dentro de si, e, portanto melhorando sua saúde física, e se desenvolvendo astralmente também.
O Contato se inicia pelo toque ou visão, aonde o vampiro, se desenvolve com o tempo. O Vampiro se torna cada vez melhor na retirada de força vital, e amplia sua própria saúde e sua força física.
Mais adiante o vampiro aprenderá outras formas de retirar a energia vital.
Bom, terminando, em alguns ditos grupos de vampiros falidos energeticamente, costuma-se dizer que drenar força vital, causa dependência. E eles só drenam, pois ‘nasceram dessa raça e despertaram, e se sentem fracos por isso se alimentam de força vital’.
Isso é tolice, e uma exarcebação de fraqueza.
“A ação do tempo envelhece a matéria, tornando a realidade da morte cada vez mais próxima; o objetivo do vampiro é conseguir vencer esse círculo tomando a energia de outros, para preservar sua beleza física e aumentar seus dotes intelectuais, aumentando o fascínio que as outras pessoas terão por ele.” (Paulo Coelho & Nelson Jr., Manual Prático do Vampirismo)
Entrando em Contato com os Ancestrais
O Vampiro deve primeiro, praticar a meditação e conseqüente a drenagem de força vital. Ele deve acumular em si essa vitalidade e aumentar seu próprio poder. Para comungar, ele precisará de um local quieto, onde tenha sossego;
Há dois métodos iniciais.
Inicie ao ar livre, chamando-os verbalmente, solicite que eles venham até você, peça para que eles peguem sua oferenda de força vital, peça sabedoria, peça para que Eles apareçam, para ti. Chame-os calmamente em voz calma, e com convicção.
Inspire profundamente pelo nariz, e solte o ar pela boca, soltando assim sua força vital. Repita isso até não agüentar mais. Nessa fase, variadas sensações vão acontecer, alem de sinais que Eles estão aceitando a oferenda. Entregue tudo que tiver á Eles.
Depois de vários contatos dessa forma, ao ar livre, passe para a segunda forma.
Agradeça-os, e afirme sua lealdade á Eles.
O segundo método.
Primeiro sente-se, coloque um espelho á sua frente, mas deixe um espaço entre você e ele. Fique em escuridão quase total, á ponto de ver pouca coisa no espelho. Relaxe, e mentalmente afirme seu desejo de comungar com Eles. Agora verbalmente chame-os, solicite que eles venham até você, peça para que eles peguem sua oferenda de força vital, peça sabedoria, peça para que Eles apareçam, para ti. Chame-os calmamente em voz calma, e com convicção.
Após isso, foque no espelho como um portal, e inspire profundamente pelo nariz, e solte o ar pela boca, soltando assim sua força vital. Repita isso até não agüentar mais. Nessa fase, variadas sensações vão acontecer, alem de sinais que Eles estão aceitando a oferenda. Entregue tudo que tiver á Eles.
Quando a exaustão acontecer, preste atenção no espelho, relaxe e apenas fique observando o espelho. Deixe que as manifestações ocorram ou não. Sinta o Fluxo de energia que eles vão te dar, deixe isso possuir você.
Agradeça-os, e afirme sua lealdade á Eles verbalmente.
Conforme a pratica, você irá ter uma manifestação física deles. Eles irão aparecer para ti, primeiro no espelho, depois materializarão na sua frente. Irão contatá-lo pelos sonhos, em visões, de muitas formas. Irão te ensinar muitas coisas conforme o tempo.
Esta comunhão deve ser praticada diariamente.
Acelerando a Superação de Valores Humanos
A comunicação do Vampiro é essencial para seu próprio desenvolvimento. A perda de identidade humana, de limitações, crenças, é essencial para sua própria transformação. Conforme ele contata os Antigos isso vai ocorrendo naturalmente, mas podemos acelerar esse processo, através de sugestões, que irão transformar a personalidade do iniciado.
O processo que geralmente ocorre inconscientemente, só é percebido depois de certo tempo. O vampiro toma noção do quanto ele mudou desde o inicio que começou a praticar.
Para acelerar, o processo é simples; relaxe sentado, ou deitado. Procure relaxar ao Maximo, e comece a sugestionar no pretérito presente o seu comportamento, comece trabalhando na sua personalidade, “eu sou calmo”, “cada dia que passa sou mais sereno”, até aspectos mais profundos, corrigindo quaisquer atitudes que não combinam com a mentalidade vampirica.
Analise, pense. A maior parte das pessoas não pensam por si próprias. São levadas, são encaminhadas como ovelhas, por um pastor. Um pastor social fracassado, que os levam ao empobrecimento mental.
A Fraqueza da sociedade, o Culto á Dor, é a mais explicita demonstração disso. O Ser humano tem prazer em falar que é humilde, fraco ou pobre. É bonito ser vitima.
Eles detestam qualquer pessoa que tenha orgulho próprio suficiente para sobressair. Eles querem vencer, mas não assumem que isso exige uma derrota. “Quero vencer sem passar por cima de ninguém” Isso é fraqueza. A Vida é luta. A luta exige derrota. Por medo de machucar alguém eles acabam se machucando.
O Vampiro tem noção que ele vai ter que vencer e pisar em alguém. Ele tem noção que a lei da selva é à lei que impera. Ele não se submete a menos que isso seja vantajoso. Ele não se agacha á menos que isso tenha com um fim.
Como estrategista ele sabe que o meio social é à base de tudo. Dizer sobre sua condição, sua filosofia, sua pratica é um erro social. É burrice. O vampiro deve trabalhar com os seres humanos, e praticamente nenhum ser humano vai gostar de ser chamado de presa, ou alimento. Arrogância é burrice. O silêncio é vital.
Todo vampiro, deve aprender a delicada arte da comunicação. Através das palavras ele vai aprender a manipular as pessoas. O vampiro deve aprender a leitura corporal, ele também deve realizar o exercício ‘sair do local’ para ter uma noção maior da pessoa com quem esta em contato.
‘Sair do local’ é simplesmente parar e se visualizar em terceira pessoa enquanto conversa com alguém. Isso vai fazê-lo perceber detalhes sutis, e coisas relativas à pessoa que quando nós estamos envolvidos emocionalmente, em contato direto, não percebemos. O SDL nos desliga emocionalmente da situação, assim retornando nossa paz interior, e vendo claramente o que está acontecendo. Sem a interferência do nosso emocional.
Lembre-se que é um animal, e que todos á sua volta também são. Animais são Animais. E são domesticados por uma sociedade. O que eles não nos dizem é que nós podemos nos domesticar. Nós podemos tomar controle e reprogramar o nosso jeito, nosso ser. Esse animal não é uma forma definida, mas é um animal mutável.
Agora faça do seu cordeiro um leão.
Mantendo na consciência que todo ser humano é um animal, você toma consciência que está o tempo todo os domesticando. Mantenha isso na cabeça. Experimentos do reflexo condicionado nos mostra claramente.
Domestique-os.
Saiba das suas necessidades, de alimento e sede. E carinho. Carinho é vital para o humano, saiba dar o nível certo para não se tornar doce demais. Satisfaça as necessidades deles, que eles logo irão te obedecer. Saiba dar o necessário. Aumentar o estomago uma vez, e depois dar menos alimento gera revolta. Mais, uma vez, domestique-os.
Aprenda a usar a mentira. Aprenda usar a palavra. Note o efeito, o tamanho. Se desejar, veja com qual animal cada humano á sua volta se parece, e trate-o assim. Preste atenção nas atitudes. Os seres humanos que forem pássaros, que viverem ‘voando’ de um galho á outro, não são confiáveis, a menos que os engaiole. Os humanos que forem gatos, também não são confiáveis.
Felizmente a maior parte da humanidade são cães. Podem apanhar, que só de fazer um novo carinho, eles voltam a ficar felizes. Como os cães, trate-os como tal. Dê carinho suficiente ao teu cachorro, de ração o suficiente, saiba como alegrá-lo, como chateá-lo, como tratá-lo.
Acima de tua saiba domesticar os humanos á sua volta.
A vaidade é o caminho mais simples. Pegue sempre nela. O ego humano é sempre frágil, e o vampiro que busca o controle do humano, ele deve conhecer o ego e se adaptar.
Como disse o Bruce Lee; ”Seja água”. Seja água, evapore, congele, seja líquida, quente ou fria, mas ainda você sempre você. Afinal, não importa que estado se encontre a água á sempre água. O mesmo ocorre com um vampiro. Por mais que ele se adapte a o ser humano ao seu lado, ele mantêm a sua essência. Ele sabe para que esta se adaptando, não por falta de personalidade, mas por excesso dela. Afinal, ele está conhecendo o humano, vendo qual animal ele é, para depois domesticar conforme deve ser.
Como Vampiro, veja tudo como um jogo. Veja cada peça, suas qualidades, seus defeitos. O cavalo anda em ‘L’, o bispo em ‘X’. Não tente fazer o cavalo andar como o bispo. Assim como o xadrez cada humano tem sua identidade e saber tirar proveito dessa identidade é a verdadeira arte vampírica.
Procure ser o mais social possível. É o meio social que vai te fornecer ferramentas para adquirir o que deseja. Seja simpático. Todos os humanos adoram a simpatia, o sorriso. Aprenda a sorrir, o sorriso é um veneno se bem usado. Diferente do xadrez, nesse tabuleiro você pode aumentar as suas peças – mas ainda igual ao xadrez as peças devem se mover conforme suas próprias naturezas.
E seja absolutamente discreto. Sobre tudo o que pode te prejudicar. Não dizer, é uma lei. Nenhum animal é completamente confiável, visto que, quem dá mais ganha seu carinho. Então se lembre que todo ser humano é animal e ao mesmo tempo um adestrador – tudo isso inconscientemente. Tome partido, consciente disto, e tire proveito.
A fraqueza deles está no não perceber isso. E a sua força está em saber isso.
A fantasia, a imaginação é fundamental para a humanidade. Através disso os humanos fizeram uma centena de deuses, esquecidos ou lembrados pelo tempo, mas ainda sim, foram reverenciados. Estimule-a. Brinque com a imaginação. É ela que faz um humano viver.
É ela que você deve aprender a usar.
Mostre-se sempre confiável. Lembre-se de como funciona o psicológico do ser humano. Evite dizer o ‘não’, mas lembre que quando você fala você esta agindo no psicológico deles. Então quando você fala algo, diga algo que eles vão guardar. Ao invés de “não se preocupe” diga, “fique calmo”, isso agirá com mais força no psicológico humano.
Saiba usar o não, quando quer que o humano faça aquilo. Fale para ‘não fazer’ aquilo que quer que ele faça. O cérebro é manipulável.
Aprenda o como psicológico humano funcione para manipular ele. Lembre-se de como o coração humano funciona – leia tudo que puder sobre hipnose, sugestão, psicologia, em geral.
Conhecer algo é o inicio a base para dominá-lo.
Quando você parar e observar o comportamento humano, você vai descobrir clichês, chaves que permitem você interagir com a humanidade. Todos eles têm a mesma mania. Todos eles são levados pelas mesmas idéias. “Paz e amor”, “não mexo com ninguém, mas quem mexe comigo ta ferrado” e afins. Preste atenção nisso. Todo ser humano deixa o ponto fraco dele exposto, sem perceber. Preste atenção em como ele diz isso e como ele fala contigo.
Quanto mais calmo você for, mais eles vão acreditar em você. Aprenda a controlar-se. Aprenda a falar. Respire antes de falar, a respiração quando sustenta a palavra faz da mesma ser mais intensa, agir mais profundamente no psicológico humano.
Domestique-os.
Finalizando, conforme pratica as táticas aqui ensinadas, você perceberá que cada vez mais se sentirá distante da natureza humana. Você perceberá o quanto você está mudando. A meditação te ajudará a perceber coisas incríveis sobre os seres humanos. A Drenagem aumentará sua percepção deles. A comunhão irá separar você, deles.
Lembre-se que somos uma Família, e nosso Corpo não pode ser prejudicado, e nem será caso você erre. Você sairá como o louco, e nós como inexistentes. E isso é muito vantajoso.
Então, aja de acordo com a nova natureza que você está prestes a adquirir.
Seja Jogador. Seja predador. Seja Monarca.
Sobre Magia, Consciência e Poder
Nós somos consciência, espírito. E interagimos com consciências o tempo todo. Isso é à base da magia vampirica. A consciência de fato controla o corpo mental ao mesmo tempo em que é influenciada por ele. Nós podemos adestrá-lo para que a influência dele sobre ela seja beneficial. Isso já foi explicado.
O espírito, a consciência por controlar a mente, controla o astral. Por efeito colateral controla o físico. Por esse condicionamento mental, o vampiro toma noção que o corpo físico não passa de uma bolsa de água. Não somente, que a consciência, fica no verdadeiro corpo, que é o astral, e ele reside no físico. Por sua vez há uma troca inversa onde a força vital consumida no físico, alimenta o astral e depois a consciência. Por então, a perda de força vital, após a primeira morte, faz o astral virar um cascão, e aos poucos perder a consciência.
Você se dilui no Universo astral.
Isso para um vampiro é imperdoável. Pelo amor que tem por si, o vampiro suga a vida de outros, para manter a sua segunda vida. Viver livre no astral significa viver num mundo de sonho. Afinal o sonho é astral. Seria como sonhar lucidamente pela eternidade.
Infelizmente, não é nada teórico, é tão real quando a tela do computador que pode tocar. O problema da magia dos seres humanos é que eles são místicos demais, e criam mil superstições. O que enfraquece seu próprio poder. Entendendo o como as coisas funcionam, podemos fazer as coisas funcionar para nós mesmos. Isso é lógico.
A magia é lógica. Ao menos á nossa magia, é. Tudo é testado e comprovado.
Mas enquanto retidos nessa bolsa d’água física, temos que prosperar nela. De nada adianta uma vida pobre. Somos levados á buscar o melhor da existência. Por isso á magia vampírica é materialista. Ao menos, enquanto retidos na matéria.
A existência astral é comprovada pelo vampiro através da projeção astral. Após essa experiência o Vampiro vê o mundo físico apenas como uma parte, um lado da moeda. Ele começa a ter noção também de como funciona as ilusões astrais. Todos os deuses, demônios, anjos, e forças astrais que, foram criados pela fantasia humana, e que existem na realidade astral. Subjetivamente no físico. Eles precisam de força vital para sobreviver, pois essas forças são semi conscientes.
Tudo, absolutamente tudo que existe, é vivo. Se for vivo, tem força vital. Seja uma força mais densa, ou mais pura. Como sempre, tudo, aqui é teoria, até que você verifique essas verdades e outras que estão além do âmbito desse livro.
O vampiro é a mente predatória. Isso nos leva á outro ponto.
Espiritualidade Predatória
Desapego é a primeira lei dentro da senda. O vampiro deve começar a se programar, quando ele ver que está dependendo de outro, ele deve se questionar. Só quando ele perceber que Caminha Só, ele começa realmente a caminhar na senda. Isto não significa recluso social, muito pelo contrario significa viver uma vida social intensa mantendo-se a margem, sempre em mente que, ‘estar com eles, não significa se misturar’.
O ser humano tende a se apegar a dores, á problemas, que não são dele. Ele tende á se fundir com tudo que na verdade, é separado dele. Ele se envolve emocionalmente em tudo. Isso o cega. Isso o prejudica. Isso é tolice.
Diante de qualquer desafio ou questão, o vampiro, primeiro se retira dela; ele procura usar a lógica extrema ao invés de uma atitude emocional. O maior problema do ser humano é sentir quando deve pensar, e pensar quando deve sentir. A sociedade humana cercada de valores contraditórios, de receio e fraqueza é o tabuleiro do vampiro. Distanciar-se, desapegar-se disto, o faz ver as coisas como são, é um habito que aos poucos se integra em sua mente.
Tudo é habito. Tudo é pratica. Tudo muda.
Essas três máximas devem ser presentes na mente de qualquer vampiro. Ter noção de que tudo o que você é, o que as pessoas são, como você é com elas, e como elas são com você, é uma questão de habito. E hábitos podem mudar. Tudo pode mudar.
O vampiro é consciente de que é um animal, e como qualquer animal ele é domesticado – por si próprio. O vampiro é a mente. O vampiro é astral. Um dos símbolos comuns ao vampirismo é de um crânio, com ou sem asas. Isto deixa claro, que o vampiro é a consciência, seja ela se projetando astralmente (voando) ou não.
Outro ponto que vale destacar, é a paciência. O vampiro como um ser astral tem ciência de que o tempo e o espaço são ilusões físicas, e que para a consciência, não existem. A consciência transcende esses conceitos. Mas a matéria não – e tudo na matéria tem o seu tempo.
A paciência é algo a ser cultivado por um vampiro. Para um imortal, ela é vital. Diferente do astral, aqui, cada semente leva seu tempo para germinar. O Vampiro deve manter isso claro, ao realizar alguma mágica, ou tomar qualquer atitude. Uma peça ele move, aí o tempo tem a sua vez de mover a peça dele. Aí, nesse jogo ele tem vantagem de ter consciência, e o tempo, visto como o fator externo, não.
Pare e respire fundo. Tudo muda, mas ainda tem seu tempo para mudar. Assim como o casulo de uma borboleta, não é de um dia para o outro, qualquer atitude voltada para modificar uma pessoa, levará um tempo, por vezes indeterminado. O ato de planejar, de se centrar é fundamental.
O Vampirismo é uma metamorfose do Ser. E toda metamorfose é feita pelo tempo. Ele te dá outra perspectiva de tempo e espaço, vida e morte, sociedade, do Eu, do universo em si. Tudo isso é agregado à consciência aos poucos, é um processo lento, porem magnífico.
O Culto á Dor, é amplamente aceito pela maior parte dos humanos. Sentimentos como depressão, tristeza, fraqueza, vulnerabilidade, são quase deificados pela humanidade. A ausência de vontade, de força dela, é quase uma lei.
Isto deve continuar. Como vampiro, a fraqueza alheia é sua força. A fraqueza alheia é aquilo que devemos perceber e corrigir em nós mesmos. A busca pela perfeição pode ser utópica, mas de uma coisa estamos certos – se não ficarmos perfeitos, chegaremos o mais próximo disso.
Como um vampiro, você tem que aprender a tirar vantagem da fraqueza humana, porque ela é a fonte de tudo – de muitas chances na vida material, e em certos pontos na astral também. De um modo ou de outro, o fato de estender o significado de predador de humanos, de apenas a drenagem de força vital, para ser um ser, uma parte de si. A manipulação psicológica é natural, e muito, simples até. Basta observar o rebanho.
Tendo consciência de que você não é um ser feito, mas um ser que pode ser alterado o tempo todo, a flexibilidade vai te dar um ponto á mais em cada ação sua.
Outra vez, citando Bruce Lee: “Não se coloque dentro de uma forma, se adapte e construa sua própria, e deixa-a expandir, como a água [...] Se colocarmos a água num copo, ela se torna o copo; se você colocar água numa garrafa ela se torna a garrafa [...]. Água pode fluir ou pode colidir.” Não há maior pratica vampirica que essa – saber se por, se formar, para mudar as coisas. Para causar uma mudança numa situação, devemos de inicio, conhecer a situação como um todo, para depois alterá-la, seja qual instrumento for utilizar. Consciente de que muitas vezes, as pessoas usam força demais, para algo que necessita de pouco esforço, o vampiro deve medir o quão pesado é o obstáculo que irá ultrapassar.
Finalizando, esse texto vampiro deve ter em mente que vive em um mundo humano. Viver em um mundo humano é saber tirar o maior proveito desse mundo, ao mesmo tempo, não se deixar corromper pela humanidade. Humanidade que foi abandonada em prol de algo maior. Claro que o vampiro deve ter consciência que sempre haverá humanos que se destacarão e que podem ser até louváveis. Mais ainda sim, sofrerão a segunda morte. Ainda sim, são presas. Ainda sim, tem força vital para alimentar você.
Veja Maquiavel, Friedrich Wilhelm Nietzsche, Anton Szandor LaVey, Aleister Crowley, veja a própria história da Igreja Católica Apostólica Romana, de Adolf Hitler, Alexandre o Grande, Jesus o Cristo, tantos outros, sejam pessoas ou não, que, mostraram, liderança, força pessoal, e poder. É isto que você busca. E em tudo há algo para ser retirado. Como vampiro, busque entender cada vez mais da psicologia humana, para transcendê-la, para manipulá-la.
Algumas pessoas terão facilidade para adquirir conceitos aqui apresentados, outros terão maior dificuldade. Tudo depende do potencial Vampírico que habita em você. Tudo, em essência, depende do quanto você quer sair do circulo vicioso humano, e começar a dominar o giro desse circulo.
“O que é bom? Tudo que eleve no homem o sentimento de poder, a vontade de poder, e o próprio poder." - Friedrich Wilhelm Nietzsche
O Culto ao Ego
“Ego (e-go) sm (lat ego) Psicol Experiência que o indivíduo possui de si mesmo, ou concepção que faz de sua personalidade; em psicanálise, apenas a parte da pessoa em contato direto com a realidade, e cujas funções são a comprovação e a aceitação dessa realidade.”
(www.dicionarioweb.com.br)
É muito, absolutamente muito fácil, alguém virar para si esse denominar ‘Deus, de um dia para o outro, uma hora para outra Esse é o primeiro passo para muitas outras coisas no caminho. E como primeiro passo rumo á Mão Esquerda, ultrapassar este passo pode ser um tanto utópico, para alguns.
A Vitória faz um vencedor. O culto faz um Deus. A primeira noção de alguém que quer adorar ao tem próprio ego é saber ‘quem sou’, e ‘o que faço’. É melhor adorar um deus externo, aonde se atribui a ele inúmeras vitorias, que adorar um deificar um fracassado acostumado com o fracasso. A pessoa que adora teu próprio ego tem que ter um motivo para tal. Ela tem que ser, ou ter algo para provar que ela é o seu próprio deus. De nada adianta a sua auto-deificação quando você mesmo, não é nada, não tem nada, e não faz nada.
Aí você cultua um deus fosco, comum á qualquer inútil. Aí você é inútil. É amplamente disseminado dentro do ocultismo, a famosa frase de Aleister Crowley, um Mago Inglês que dedicou sua vida á magia, desmistificação, e sacralização da própria. A frase em questão é “todo homem e toda mulher é uma estrela”. Se partir deste principio, o vampiro vai desejar ser o centro dessa Via Láctea particular. O culto ao ego, em primeiro lugar, sempre foi e sempre será dependente de um fator principal – se para ser um Deus, tenha razões para tal. Ou seja, vença.
O Orgulho genuíno de si próprio vem de atravessar obstáculos e ultrapassar desafios. O melhor desafio não o que a vida coloca, mas sim o que o vampiro coloca para si. Suas metas e o alcance delas serão os troféus que o vampiro terá. Será a real força de seu Ego. A maior parte dos humanos permite que a vida os carregue. Atribuem ao destino, tudo que lhes acontece. Eles não querem pensar, não querem agir, não querem levantar.
O vampiro tem um conceito diferente de tudo, absolutamente tudo isso. Esse agir, esse pensar, esse ir atrás é o vampiro em sua essência. Isso é o que ele quer. Isso é o que ele faz. Isso é o que ele busca em si próprio.
Para poder realmente cultuar seu ego, o vampiro busca que no altar desse seu deus, existam símbolos reais daquilo que esse deus fez e pode fazer. Em essência, o vampiro, não simplesmente adora seu ego, mas forja-o conforme prossegue no caminho. A adoração vem conforme as razões que adquire os milagres feitos de si para si. Esse é o real Culto ao Ego.
Fonte: M.S. Inc
Assinar:
Postagens (Atom)